Ações asiáticas caem com o petróleo mantendo-se elevado perto dos US$ 100

Ações asiáticas caem com o petróleo mantendo-se elevado perto dos US$ 100
Petróleo perto de US$ 100, Ásia cai, dólar sobe

Os preços do petróleo ficaram perto de US$ 100 por barril na sexta-feira, mesmo depois que Washington permitiu temporariamente que vários países comprassem petróleo russo e produtos petrolíferos já encalhados no mar. Os mercados consideraram a medida limitada: os investidores ainda presumem que a guerra em torno do Irã e as interrupções no Estreito de Ormuz continuarão a sustentar os altos preços da energia.

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O petróleo permanece elevado apesar da licença temporária

De acordo com a Reuters, no final da sessão asiática, o Brent estava sendo negociado em torno de US$ 99,85 por barril, enquanto o WTI estava perto de US$ 95,05. Embora os preços tenham caído no início do dia após a decisão dos EUA de emitir uma licença de 30 dias para a compra de algumas cargas russas, o mercado não viu isso como uma reversão da tendência: a medida se aplica apenas ao petróleo já carregado em navios-tanque e preso no mar.

O principal fator continua sendo geopolítico. Cerca de 20% dos fluxos globais de petróleo passam pelo Estreito de Ormuz, e qualquer interrupção nesse corredor é rapidamente refletida nos preços do petróleo. O Brent já subiu acima de US$ 100 nesta semana e já havia se aproximado de US$ 120 em meio a preocupações com os suprimentos do Golfo Pérsico.

Ações asiáticas caem, dólar se fortalece

Os mercados acionários asiáticos ampliaram suas perdas na sexta-feira, seguindo a queda de Wall Street. O amplo índice MSCI Ásia-Pacífico perdeu cerca de 0,5% durante a sessão e estava no caminho certo para uma queda semanal de aproximadamente 1,5%. O Nikkei 225 do Japão caiu 1,1%, o Kospi da Coreia do Sul caiu 1,3% e o mercado de Taiwan perdeu quase 2%.

Ao mesmo tempo, o dólar se fortaleceu: desde o início da guerra, no final de fevereiro, a moeda norte-americana ganhou cerca de 2%, já que os investidores voltaram a utilizá-la como um porto seguro. O aumento dos preços do petróleo também intensificou as preocupações com a inflação, levando os mercados a reduzir drasticamente as expectativas de cortes nas taxas do Federal Reserve este ano. Isso aumentou ainda mais a pressão sobre as ações, principalmente nas economias que dependem da importação de energia.

Energia cara retorna como o principal risco

O quadro atual dos mercados parece difícil: o petróleo continua próximo da marca psicologicamente importante de US$ 100, a Ásia está encerrando a semana em território negativo e o dólar continua a subir.

Mesmo a flexibilização temporária das restrições ao petróleo russo não alterou a avaliação de risco mais ampla, pois não elimina a ameaça de maiores interrupções no Oriente Médio.

Se os preços da energia permanecerem nos níveis atuais, isso aumentará a pressão sobre a inflação, complicará as decisões dos bancos centrais e aumentará os riscos de crescimento na Ásia e em outros países.

Também informamos que o petróleo se mantém próximo a US$ 100 enquanto o Irã intensifica os ataques no Estreito de Ormuz.

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