José Antonio  Gastelum

PSI fecha em baixa, travado por queda da Galp e tensão no Médio Oriente

PSI fecha em baixa, travado por queda da Galp e tensão no Médio Oriente
PSI cai com Galp e tensão

A bolsa de Lisboa encerra a sessão de terça-feira em terreno negativo, destoando da maioria das principais praças europeias num mercado que continua a acompanhar a instabilidade no Médio Oriente. O recuo do PSI é limitado pelos ganhos da EDP, da EDPR e do BCP, enquanto os investidores começam também a centrar atenções na temporada de resultados nos U.S..

Destaques

  • O PSI recuou 0,08% para 9.126,85 pontos, contrariando a alta das principais bolsas europeias, com nove dos 16 títulos em queda.
  • Galp desvalorizou 2,22% para 22,42 euros devido ao abrandamento dos ganhos do petróleo após novo bloqueio dos EUA aos portos do Irão.
  • BCP subiu 1,11% para 1,049 euros após anunciar participação no projeto piloto do euro digital, reforçando visibilidade do setor financeiro português.

Desempenho do PSI e principais movimentos

Segundo o Jornal de Negócios, o índice de referência nacional desce 0,08% para 9.126,85 pontos, com nove dos 16 títulos a fecharem no vermelho. O comportamento do mercado português contraria a tendência maioritariamente positiva das principais bolsas europeias na sessão.

A Galp pesa sobre o desempenho do PSI ao recuar 2,22% para 22,42 euros. A descida ocorre numa sessão em que o petróleo abranda os ganhos, depois do forte avanço registado na segunda-feira na sequência do novo bloqueio dos U.S. aos portos do Irão.

As ações do grupo EDP evitam uma queda mais acentuada do índice. A EDP lidera as subidas com um ganho de 1,13% para 4,564 euros, enquanto a EDPR avança 0,79% para 13,98 euros.

Foco dos investidores e impacto setorial

O mercado mantém-se atento ao agravamento da instabilidade no Médio Oriente, um fator que continua a influenciar os ativos energéticos e o sentimento bolsista na Europa. Ao mesmo tempo, a atenção dos investidores começa a deslocar-se para a nova temporada de resultados empresariais nos U.S., que poderá redefinir o apetite pelo risco nas próximas sessões.

Entre os pesos pesados do PSI, o BCP também termina em alta, com uma valorização de 1,11% para 1,049 euros. O banco beneficia do anúncio de que vai participar no projeto piloto do euro digital, num desenvolvimento que reforça a visibilidade do setor financeiro português na transição para novas infraestruturas de pagamentos.

Na nossa publicação anterior, acompanhámos a subida do petróleo para máximos de cerca de um mês, impulsionada pela escalada militar entre os EUA e o Irão em torno do Estreito de Hormuz. O mercado passou a incorporar um prémio de risco geopolítico, com queda no tráfego de petroleiros e relatos de ataques a navios, aumentando a incerteza sobre a oferta e os custos associados ao transporte.

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