Inflação em Portugal acelera em abril com energia a pressionar preços

Inflação em Portugal acelera em abril com energia a pressionar preços
Inflação acelera em Portugal

A subida dos preços no consumidor em Portugal intensifica-se em abril e atinge o nível mais elevado desde maio de 2024. O avanço dos combustíveis volta a ser o principal fator da aceleração, enquanto a inflação subjacente também regista um agravamento face a março.

Destaques

  • Taxa de inflação homóloga em Portugal sobe para 3,4% em abril de 2026, alta de 0,7 pontos percentuais face a março, segundo INE.
  • O índice de preços dos produtos energéticos salta para 11,7% em abril, comparando com 5,7% em março, reforçando pressão inflacionista.
  • Inflação subjacente atinge 2,2% em abril versus 2,0% em março, enquanto alimentos não transformados avançam 7,5% contra 6,4% no mês anterior.

Estimativa preliminar aponta novo aumento dos preços

De acordo com o Jornal de Negócios, segundo o Instituto Nacional de Estatística, a taxa de inflação homóloga medida pelo Índice de Preços no Consumidor deverá subir para 3,4% em abril de 2026, mais 0,7 pontos percentuais do que no mês anterior.

A autoridade estatística indica que, tal como em março, a aceleração do índice é maioritariamente explicada pelo aumento do preço dos combustíveis. A estimativa preliminar foi divulgada esta quinta-feira, 30 de abril, e sinaliza o valor mais elevado desde maio de 2024.

A inflação subjacente, que exclui produtos alimentares não transformados e energéticos por serem mais voláteis, deverá fixar-se em 2,2% em abril. Este valor compara com 2,0% em março e mostra um agravamento mais moderado do que o observado no índice geral.

Energia e alimentos mantêm pressão sobre o consumo

O índice relativo aos produtos energéticos deverá apresentar uma variação de 11,7% em abril, acelerando face aos 5,7% registados em março. Este comportamento reforça o peso da energia na evolução recente da inflação e aumenta a pressão sobre os custos das famílias e de vários setores de atividade.

Já o índice dos produtos alimentares não transformados deverá subir 7,5%, acima dos 6,4% observados no mês anterior. A combinação entre energia e alimentação mantém assim os segmentos mais sensíveis do cabaz de consumo entre os principais motores da subida dos preços.

Na nossa publicação anterior sobre a tensão no Estreito de Ormuz e a subida do Brent, analisámos como a instabilidade no Médio Oriente pode pressionar os preços da energia, encarecendo combustíveis, transporte e custos operacionais em Portugal. Também explicámos como estes choques energéticos tendem a propagar-se pela economia — de setores intensivos em energia às condições de financiamento — aumentando o risco de novas pressões inflacionistas ao longo de 2026.

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