Lisboa regista denúncias de perdas de 235 mil euros em plataformas de investimento online

Lisboa regista denúncias de perdas de 235 mil euros em plataformas de investimento online
Perdas graves em Lisboa

Dois investidores apresentaram queixas em Lisboa depois de alegarem perdas totais de 235 mil euros em aplicações e plataformas digitais com promessas de rendimentos muito elevados. Os relatos indicam um padrão semelhante, com pedidos adicionais de dezenas de milhares de euros para libertar o capital já aplicado.

Destaques

  • Dois investidores denunciaram à Polícia Judiciária perdas totais de 235 mil euros após aplicações em plataformas online 'Eqt group' e 'Eqt Plus'.
  • As vítimas relataram pedidos adicionais de 50 mil euros e 40 mil euros para desbloquear os fundos investidos, indicando modelo fraudulento recorrente.
  • Os casos evidenciam riscos crescentes nas plataformas digitais de investimento sem supervisão, com impactos negativos para o setor financeiro e consumidores.

Queixas entregues à Polícia Judiciária

Como noticiou o CM Jornal, os dois homens deslocaram-se ao piquete da Polícia Judiciária, em Lisboa, para denunciar prejuízos que dizem ter sofrido após investimentos feitos em plataformas online com endereços muito semelhantes.

Segundo os depoimentos, um dos queixosos registou-se no site 'Eqt group', que descreveu como uma sociedade de estudos de estratégia de capital divulgada nas redes sociais. Depois de instalar uma aplicação no telemóvel, investiu 97.529 euros, atraído pela perspetiva de obter lucros na ordem dos 800 mil euros.

Quando tentou resgatar o montante aplicado, afirmou que lhe foram pedidos 50 mil euros adicionais para desbloquear o capital. O segundo denunciante relatou um processo semelhante após se inscrever no site 'Eqt Plus', onde disse ter investido 137 mil euros em várias operações.

Risco crescente nas fraudes com promessas de retorno

O segundo investidor diz ter percebido que estaria perante uma burla quando lhe exigiram mais 40 mil euros para recuperar o dinheiro aplicado. Os dois casos apontam para um modelo assente em promessas de ganhos excecionalmente altos, seguidas de novos pedidos de pagamento para autorizar levantamentos.

As denúncias reforçam o risco associado a plataformas digitais de investimento sem verificação clara da sua origem ou supervisão. Para o setor financeiro e para os consumidores, este tipo de esquema continua a expor aforradores a perdas elevadas e a dificultar a recuperação dos montantes transferidos.

Na nossa publicação anterior, acompanhámos a saída de Luís Costa Ferreira da direção de Supervisão Prudencial do Banco de Portugal e a sua transição para a EY, sujeita a um período legal de “cooling off” de seis meses. O texto explicou ainda como esta mudança afetou a organização interna do supervisor, com uma sucessão prevista e ajustes temporários até à nomeação formal.

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