Portugal reduz apoio ao ISP sobre combustíveis com descida dos preços na próxima semana

Portugal reduz apoio ao ISP sobre combustíveis com descida dos preços na próxima semana
Redução no ISP dos combustíveis

O alívio fiscal extraordinário sobre os combustíveis em Portugal continental encolhe a partir de segunda-feira, 11 de maio, num momento em que os preços de venda ao público mostram sinais de estabilização. Mesmo com a redução do apoio, o gasóleo e a gasolina deverão registar uma descida líquida na próxima semana, mantendo o alívio para os condutores.

Destaques

  • A partir de 11 de maio, o Governo reduz o desconto do ISP em 1,47 cêntimos por litro no gasóleo e 0,21 cêntimos na gasolina.
  • O apoio fiscal mantém-se em 60,78 euros por 1.000 litros de gasóleo e 49,80 euros por 1.000 litros de gasolina, monitorado semanalmente com base nas previsões do ACP.
  • Previsão do ACP indica queda de 9 cêntimos por litro no gasóleo e 2 cêntimos na gasolina na próxima semana, resultando em poupanças diretas para consumidores.

Ajuste do desconto fiscal a partir de 11 de maio

Como publicado no Diário da República, o Governo reduz o desconto temporário e extraordinário no imposto sobre produtos petrolíferos e energéticos, ISP, em 1,47 cêntimos por litro no gasóleo e em 0,21 cêntimos por litro na gasolina.

O mecanismo de apoio mantém-se ativo em 60,78 euros por 1.000 litros de gasóleo e 49,80 euros por 1.000 litros de gasolina. O modelo foi criado para acompanhar a diferença entre os preços correntes nos postos e a referência definida para a semana de 2 a 6 de março de 2026, acionando o desconto quando essa diferença supera 10 cêntimos por litro.

As previsões do Automóvel Clube de Portugal apontam, ainda assim, para uma queda de 9 cêntimos por litro no gasóleo e de 2 cêntimos por litro na gasolina na próxima semana. Para um depósito de 50 litros, isso traduz-se numa poupança estimada de 4,50 euros no gasóleo e de 1 euro na gasolina, já depois de contabilizada a redução do subsídio.

Impacto nos condutores e no setor dos transportes

A redução do apoio aplica-se a Portugal continental, enquanto Açores e Madeira mantêm regimes próprios de formação de preços. O efeito é mais sensível para operadores comerciais e empresas de transporte, que dependem fortemente do gasóleo e continuam expostos à pressão sobre as margens no setor logístico.

Nas famílias fora dos principais centros urbanos, onde a oferta de transporte público é mais limitada e a dependência do automóvel é maior, a volatilidade dos combustíveis continua a ter peso direto no orçamento. Embora o corte no apoio seja reduzido em termos absolutos, a medida sinaliza uma retirada gradual das medidas extraordinárias criadas para responder à subida dos preços energéticos.

O Governo vai continuar a publicar ajustamentos semanais do ISP com base nas previsões de preços do ACP e na referência de março de 2026. Se o mercado internacional do crude estabilizar ou recuar mais, o apoio poderá diminuir para níveis residuais até ao verão; se houver nova pressão nos mercados energéticos, o mecanismo pode voltar a ganhar relevância.

Na nossa publicação anterior sobre o ajuste do desconto extraordinário do ISP no gasóleo e na gasolina, detalhámos a redução do apoio em 1,47 cêntimos por litro no gasóleo e 0,21 cêntimos por litro na gasolina, mantendo o mecanismo temporário em vigor no continente. Explicámos ainda que o modelo é revisto semanalmente com base na evolução dos preços e que o Governo enquadra a medida no contexto de volatilidade energética e de riscos geopolíticos que afetam o mercado do petróleo.

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