Porto avança com distrito empresarial em Ramalde e prevê até 35 mil empregos
O Porto prepara uma reconfiguração urbana em Ramalde que inclui o enterramento da Avenida AEP para unir áreas hoje separadas e criar um novo polo económico e habitacional. O plano aponta para até 35 mil postos de trabalho e até seis mil casas para a classe média, reforçando a aposta municipal em empresas tecnológicas e serviços.
Destaques
- Porto vai desenvolver o 'Distrito Económico e Empresarial do Porto' em Ramalde, reorganizando a zona industrial e enterrando a Avenida AEP, conforme anunciado a 12 de maio.
- O projeto prevê até 35 mil novos empregos, seis mil habitações para classe média e um parque urbano de 600 mil metros quadrados na área de 100 hectares.
- O novo distrito impulsionará empresas tecnológicas, soluções de mobilidade suave e deverá funcionar como elemento dinamizador para toda a área metropolitana do Porto.
Projeto urbano para Ramalde ganha enquadramento político
Como avançou o Jornal de Negócios, o primeiro-ministro anunciou em 12 de maio que o Porto vai enterrar a Avenida AEP para ligar as duas margens desta artéria em Ramalde e criar o "Distrito Económico e Empresarial do Porto".Luís Montenegro disse que a Zona Industrial de Ramalde vai passar por uma reorganização urbana de todo aquele espaço, com o objetivo de combinar a base industrial e de serviços já existente com novas utilizações, incluindo empresas tecnológicas. O chefe do Governo comparou a ambição do plano ao projeto lisboeta Parque Cidades do Tejo.
As linhas gerais agora apresentadas surgem depois de, em 12 de setembro do ano passado, Nuno Cardoso, antigo presidente da Câmara do Porto e candidato às autárquicas de outubro, ter divulgado a proposta da "Zona Económica Especial do Parque Ramalde". Esse projeto previa uma operação urbanística numa área de 100 hectares, com enterramento da avenida, seis mil habitações a custos controlados, espaços para startups e inovação tecnológica, um parque urbano de 600 mil metros quadrados e até 35 mil postos de trabalho.
Habitação, tecnologia e impacto metropolitano
O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, detalhou que o novo distrito deverá alavancar a criação de até 35 mil novos postos de trabalho e de até seis mil novas habitações para a classe média. Segundo o autarca, a intenção passa por transformar a atual frente viária numa área com habitação, espaços empresariais, serviços e espaço público com zonas verdes e valências para prática desportiva.Pedro Duarte acrescentou que o município privilegia soluções de mobilidade suave e defendeu que a cidade tem condições para se afirmar como hub de empresas tecnológicas. Sem indicar datas para o avanço do projeto, o autarca sustentou que o futuro espaço poderá funcionar como elemento dinamizador para toda a área metropolitana do Porto.
Os números e os principais eixos do plano coincidem com os que tinham sido apresentados na proposta ZEEP de Nuno Cardoso, embora o seu nome não tenha sido referido nem por Luís Montenegro nem por Pedro Duarte durante o anúncio.
Na nossa publicação anterior sobre o novo pacote fiscal para a habitação, explicámos as medidas aprovadas para incentivar a oferta de casas a preços moderados. Destacámos a aplicação de IVA reduzido de 6% na construção destinada a habitação própria e permanente dentro de limites de preço, bem como benefícios em IRS para rendas enquadradas no valor moderado e regras favoráveis para empresas e profissionais em contabilidade organizada.
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