Águas de Gaia alvo de buscas da PJ por suspeitas de crimes económicos no Porto

Águas de Gaia alvo de buscas da PJ por suspeitas de crimes económicos no Porto
Buscas na Águas de Gaia

A investigação a alegados crimes económicos na empresa municipal Águas de Gaia entra hoje numa nova fase com dezenas de buscas e mandados de detenção no distrito do Porto. A operação surge depois de, em setembro de 2025, o antigo presidente do conselho de administração da ADGAIA ter sido acusado pelo Ministério Público por alegada viciação das regras da contratação pública.

Destaques

  • Polícia Judiciária realizou hoje dezenas de buscas na Águas de Gaia, sob suspeita de crimes económicos, incluindo corrupção, no Porto.
  • As diligências estenderam-se a empresas e residências, com a emissão de mais de uma dezena de mandados de detenção ligados ao inquérito.
  • O processo aumenta a pressão sobre a gestão da Águas de Gaia, já visada em setembro de 2025 por acusações de corrupção e irregularidades na contratação pública.

Operação alarga-se a empresas e habitações

A Jornal de Negócios noticia que a Polícia Judiciária está a realizar hoje buscas na empresa municipal Águas de Gaia, no âmbito de um inquérito que investiga a alegada prática de crimes económicos, incluindo corrupção.

De acordo com fonte judicial citada pela agência, as dezenas de diligências estendem-se a outros locais, incluindo empresas e residências, e foram emitidos mais de uma dezena de mandados de detenção.

Processo agrava pressão sobre gestão municipal

O caso volta a colocar a Águas de Gaia sob pressão judicial e reputacional, num contexto de escrutínio sobre procedimentos de contratação pública em entidades do setor empresarial local.

Em setembro de 2025, o então presidente do conselho de administração da Águas de Gaia, Miguel Lemos Rodrigues, que já se encontrava suspenso de funções, foi acusado pelo Ministério Público de corrupção e de outros crimes económicos por alegada viciação das regras da contratação pública.

Na nossa publicação anterior, abordámos o cenário de forte escrutínio em torno do Fórum de Lisboa, realizado em paralelo com o caso Banco Master no Brasil e a operação Compliance Zero. O texto destacava detenções, congelamento de ativos e suspeitas de fraudes, além de apontar fragilidades regulatórias e o efeito do caso na confiança nas instituições.

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