Goldman Sachs eleva meta do S&P 500 para 8.000

Goldman Sachs eleva meta do S&P 500 para 8.000
Goldman eleva meta do S&P 500 para 8.000

​​O Goldman Sachs tornou-se o mais recente grande banco de Wall Street a elevar sua previsão para as ações dos EUA após uma temporada de lucros robusta. Os estrategistas do banco afirmam que o crescimento dos lucros ligado ao investimento em inteligência artificial pode manter a alta do S&P 500, apesar dos riscos geopolíticos e da incerteza em relação às taxas de juros.

Destaques

  • O Goldman Sachs elevou sua meta para o S&P 500 de 7.600 para 8.000.
  • O banco espera que o índice tenha retorno de cerca de 17% neste ano.
  • Sua previsão de LPA para o S&P 500 em 2026 foi elevada para US$ 340.
  • A infraestrutura de IA pode impulsionar cerca de metade do crescimento dos lucros do índice.

Este artigo foi traduzido do original. Leia a versão original do nosso correspondente aqui.

Nova meta após resultados fortes

De acordo com a Bloomberg, a equipe do Goldman Sachs liderada por Ben Snider elevou sua meta para o S&P 500 no final do ano para 8.000, ante 7.600. A projeção implica um retorno de cerca de 17% para o índice neste ano e coloca o Goldman em linha com Morgan Stanley e Deutsche Bank, que também esperam ganhos adicionais nas ações americanas.

Fonte: Bloomberg

A revisão ocorre após uma temporada de resultados do primeiro trimestre bastante forte. Os estrategistas disseram que a meta mais alta reflete estimativas de lucros melhoradas para as empresas do S&P 500 após resultados “excepcionalmente fortes”. O índice já subiu quase 10% neste ano e atingiu um recorde na terça-feira, fechando em 7.519.

IA segue como principal motor

O Goldman Sachs também elevou sua previsão de lucro por ação para as empresas do S&P 500 em 2026 para US$ 340, indicando um crescimento anual de cerca de 24%. O banco espera que os lucros aumentem mais 13% em 2027.

Segundo os estrategistas, as empresas que se beneficiam do investimento em infraestrutura de IA devem responder por cerca de metade do crescimento dos lucros do S&P 500 neste ano. Ao mesmo tempo, o Goldman não espera uma grande expansão nos múltiplos de avaliação: a incerteza em torno da IA, do cenário macroeconômico e das taxas de juros deve limitar o crescimento dos múltiplos.

O que muda com a nova previsão

A revisão do Goldman mostra que Wall Street está confiando menos em cortes de juros e mais na resiliência dos lucros corporativos. Se as empresas ligadas à IA continuarem a cumprir as expectativas, o S&P 500 pode seguir sustentado mesmo após a forte alta.

Mas a margem para erro está diminuindo. O índice já negocia próximo das máximas históricas, e novos ganhos exigem que os lucros continuem superando preocupações com juros, a guerra com o Irã e um possível superaquecimento do trade de IA.

Em um relatório anterior, destacamos que o S&P 500 caminha para o maior crescimento de lucros em cinco anos.

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