CP avança com compra de 153 comboios após visto do Tribunal de Contas
Portugal prepara o reforço da frota ferroviária da CP com novas automotoras urbanas e regionais, num investimento de 1.064 milhões de euros. As primeiras unidades começam a chegar em 2029 e o calendário de entrega integral foi antecipado para 2031, dois anos antes do previsto no contrato inicial.
Destaques
- Tribunal de Contas aprovou aditamento contratual que permite à CP adquirir 153 comboios ao consórcio Alstom/Domingos da Silva Teixeira.
- O investimento acelera a modernização da frota, com a última entrega dos novos comboios prevista para 2031, dois anos antes do planeado.
- O contrato inclui produção nacional em Matosinhos, prevendo criar cerca de 300 empregos diretos e 1.500 indiretos a partir de 2029.
Contrato reforça renovação da frota ferroviária
Como anunciou o Ministério das Infraestruturas e da Habitação ao Jornal de Negócios, o Tribunal de Contas concedeu visto ao aditamento do contrato de aquisição de material circulante ferroviário entre a CP e o consórcio Alstom e Domingos da Silva Teixeira, permitindo a compra de 98 automotoras urbanas e 55 regionais.Segundo o ministério, o investimento nas 117 automotoras iniciais, acrescido de 36 unidades adicionais, totaliza 153 comboios e deverá contribuir para a modernização e o reforço da oferta da CP em todo o país. A tutela acrescenta que a última entrega fica agora prevista para 2031, menos dois anos face ao contrato inicial.
Na nota divulgada, o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, afirma que há mais de duas décadas não chegava a Portugal um novo comboio. O governante diz ainda que a aposta do Governo na ferrovia passa pela aquisição de material circulante moderno, confortável e sustentável.
Impacto industrial e emprego em Matosinhos
Os novos comboios começam a chegar a Portugal em 2029 e o contrato prevê também produção nacional, através da instalação de uma fábrica em Matosinhos.De acordo com a informação divulgada, o projeto deverá criar cerca de 300 postos de trabalho diretos e aproximadamente 1.500 indiretos. O executivo sustenta que o reforço da oferta ferroviária procura aumentar a confiança dos cidadãos no transporte público e alargar o acesso à mobilidade.
O acórdão do Tribunal de Contas sobre a liquidação da TecMaia na Maia confirmou a obrigação de reposição de mais de 721 mil euros, acrescidos de juros, por pagamentos de liquidações fiscais que o município não deveria ter assumido. No nosso artigo anterior, explicámos que a decisão responsabiliza a atual e a anterior liderança autárquica e recorda os limites legais da despesa pública, enquanto a defesa sustenta que a anulação dessas liquidações nos tribunais tributários poderá neutralizar a necessidade de reposição.
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