Sporting e Benfica reforçam receitas com 131,3 milhões de euros da Liga dos Campeões
O fecho da Liga dos Campeões de 2025-26 em maio de 2026 deixa os dois maiores clubes portugueses com receitas combinadas de cerca de 131,3 milhões de euros na prova. O montante reforça o peso decisivo das competições europeias nas contas do futebol nacional e amplia a distância financeira para os clubes que ficam fora desta montra.
Destaques
- Sporting arrecada 78 milhões de euros e Benfica 53,3 milhões de euros na Liga dos Campeões 2025-26, captando 5,5% dos 2,4 mil milhões distribuídos pela UEFA.
- O Sporting beneficia-se do sétimo lugar e dos quartos de final, com receitas europeias equivalentes a mais de metade das receitas anuais de 2024-25.
- A diferença de cerca de 25 milhões de euros entre Sporting e Benfica traduz-se em vantagem competitiva interna, agravando o fosso financeiro face aos restantes clubes portugueses.
Distribuição da UEFA eleva encaixe dos clubes
Como noticiou o ThePortugalPost, o novo modelo de distribuição da UEFA para a Liga dos Campeões alarga o impacto financeiro da prova ao combinar prémios de participação, bónus por resultados e uma componente de valor ligada ao histórico europeu e ao mercado televisivo. No total, a edição 2025-26 distribui mais de 2,4 mil milhões de euros, com Sporting CP e Benfica a captarem perto de 5,5% desse bolo.O Sporting assegura cerca de 78 milhões de euros depois de terminar a fase de liga no sétimo lugar e chegar aos quartos de final, onde cai frente ao Arsenal. Esse total coloca o clube de Lisboa entre os maiores beneficiários da competição e representa, com base nas receitas de 2024-25, uma fatia muito relevante do seu rendimento anual.
O Benfica, apesar de uma eliminação mais cedo no play-off frente ao Real Madrid, encaixa 53,3 milhões de euros. O valor inclui a verba fixa de participação, os prémios de desempenho e a parcela do chamado "Value Pillar", mecanismo que favorece clubes com histórico europeu mais forte e mercados televisivos domésticos mais valiosos.
No sistema de três pilares da UEFA, cada clube recebe 18,62 milhões de euros só pela qualificação. A isso somam-se 2,1 milhões por vitória, 700 mil euros por empate e prémios crescentes nas eliminatórias, além da componente de valor, onde os emblemas portugueses continuam limitados por um mercado audiovisual menor do que o de ligas como a inglesa ou a alemã.
Impacto nas contas e na competitividade em Portugal
Para os dois clubes, estas receitas têm efeito direto na capacidade de investimento em plantel, salários e infraestrutura, além de influenciarem o cumprimento das regras financeiras da UEFA. No caso do Sporting, a campanha europeia equivale a mais de metade das receitas anuais reportadas em 2024-25, o que ajuda a explicar a forte dependência da qualificação para a prova.No Benfica, o encaixe surge depois de uma época anterior mais fraca em termos europeus, quando a eliminação precoce pesou nas perdas e na quebra do prémio vindo da UEFA. A oscilação entre presença prolongada e saída antecipada pode alterar as contas anuais em dezenas de milhões de euros, com reflexos no orçamento de transferências e na retenção de talento.
A diferença de cerca de 25 milhões de euros entre Sporting e Benfica nesta edição também se traduz em vantagem competitiva interna. Para clubes portugueses fora da Liga dos Campeões, a distância financeira tende a agravar-se, consolidando um ciclo em que o acesso à prova gera mais meios para voltar a lá chegar.
No plano europeu, o desempenho dos clubes portugueses confirma capacidade competitiva em campo, mas também expõe uma desvantagem estrutural na fórmula de distribuição da UEFA. Com futuras mudanças de formato e novos contratos globais de transmissão no horizonte, a dependência das receitas da Liga dos Campeões tende a manter-se central para a viabilidade financeira de médio prazo dos principais emblemas nacionais.
A nossa publicação acompanhou a saída de Seko Fofana do FC Porto, com o médio a regressar ao Rennes no fim de um empréstimo de quatro meses e sem negociação de compra para 2025-26. O texto enquadrou a decisão numa estratégia de reorganização do plantel e de disciplina orçamental, com o clube a procurar equilibrar reforços, limites financeiros e a preparação para a UEFA Champions League.
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