Portugal regista perdas anuais de 420 milhões de euros com contrafação na moda e acessórios

Portugal regista perdas anuais de 420 milhões de euros com contrafação na moda e acessórios
Perdas milionárias na moda

A contrafação continua a pesar sobre os setores do design em Portugal, com o vestuário a concentrar a maior parte do impacto económico estimado. As perdas anuais no país atingem 420 milhões de euros, num contexto em que malas, joalharia e relógios também contribuem para a erosão das vendas legítimas.

Destaques

  • Portugal regista perdas anuais de 420 milhões de euros devido à contrafação nos setores da moda, malas, joalharia e relógios.
  • O setor do vestuário em Portugal concentra 337 milhões de euros do prejuízo anual com produtos falsificados, segundo dados do EUIPO.
  • Na União Europeia, a contrafação custa 12 mil milhões de euros à moda e vestuário e 2,7 mil milhões de euros aos fabricantes de malas, joias e relógios por ano.

Impacto económico por segmentos

Como avançou o Instituto da Propriedade Intelectual da União Europeia, em comunicado, a contrafação provoca em Portugal perdas anuais de 337 milhões de euros no setor do vestuário e de 83 milhões de euros nos setores das malas, da joalharia e dos relógios.

Os dados indicam que o vestuário representa a maior fatia do prejuízo associado à venda de produtos falsificados no mercado português, concentrando a maioria do impacto identificado pelo EUIPO nos setores analisados.

Pressão sobre a indústria na União Europeia

Na União Europeia, o setor da moda e do vestuário sofre perdas anuais estimadas em 12 mil milhões de euros. Já as malas, joias e relógios falsificados custam aos fabricantes genuínos cerca de 2,7 mil milhões de euros em vendas perdidas todos os anos no bloco comunitário.

O enquadramento europeu mostra que o efeito da contrafação não se limita ao mercado nacional e mantém pressão sobre receitas, marcas e operadores legítimos de vários segmentos ligados ao design e aos bens de consumo.

Na nossa publicação, acompanhámos os resultados do El Corte Inglés em Portugal no último exercício, com aumento de vendas para 655,5 milhões de euros e subida do EBITDA, apesar da descida do lucro líquido para 44,9 milhões. O texto destacou ainda a melhoria financeira do grupo, com redução da dívida e planos de maior investimento nos próximos anos, num esforço para reforçar a operação de retalho e a experiência do cliente.

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