Metro Mondego avança com compra de cinco autocarros elétricos após procura superar previsões em Coimbra

Metro Mondego avança com compra de cinco autocarros elétricos após procura superar previsões em Coimbra
Metrobus cresce em Coimbra

A expansão da rede de metrobus de Coimbra ganha urgência depois de a procura ter superado de forma consistente as projeções iniciais ao longo de 2025. A operadora prevê reforçar a frota com cinco veículos elétricos adicionais até agosto de 2026, ao mesmo tempo que conclui troços urbanos e reavalia a capacidade futura do sistema.

Destaques

  • Metro Mondego vai adquirir cinco autocarros elétricos articulados adicionais devido a procura 86% acima das previsões em maio de 2025 e potencial para superar as estimativas iniciais em mais de 50%.
  • As novas ligações Portagem-Coimbra-B, hospitais e Serpins entram em operação comercial até agosto de 2025, permitindo cobertura da rede total de 42 km e 42 estações.
  • Administração planeja vender património imobiliário não operacional para concentrar recursos na operação de transporte, apesar de não divulgar valores das eventuais alienações.

Reforço da frota e conclusão da rede urbana

ThePortugalPost.com noticiou que o Metro Mondego está a preparar a compra de cinco autocarros elétricos articulados adicionais, além dos 35 veículos já em operação, depois de os registos de validações entre janeiro e maio de 2025 terem ficado acima das estimativas iniciais. Em maio de 2025, a procura na ligação parcial até Portagem ficou 86% acima do previsto, e a empresa admite que, quando a rede estabilizar nos próximos 12 a 24 meses, a procura final poderá superar os estudos iniciais em mais de 50%.

A opção de compra mantém-se aberta até agosto de 2026 e está a ser articulada com a tutela dos transportes. Segundo o presidente Leonel Serra, a aposta na mesma tipologia de veículos procura preservar a homogeneidade da frota, reduzindo custos com formação de motoristas, inventário de peças e manutenção.

O sistema passou a operação paga em janeiro de 2025, após um período experimental gratuito, e já soma mais de 1 milhão de validações nos primeiros quatro meses dessa fase. Os troços Portagem-Coimbra-B e a linha dos hospitais, que atravessa o centro da cidade por Avenida Sá da Bandeira até à Praça da República, entram em testes em meados de agosto de 2025 e devem iniciar operação comercial até ao fim desse mês.

O serviço até Serpins, no concelho da Lousã, suspenso anteriormente em 2025 devido a um deslizamento de terras, também deverá ser retomado em agosto de 2025. Com a ativação dessas ligações, o Metro Mondego passará a operar em toda a sua rede de 42 quilómetros e 42 estações, apoiado em corredores dedicados e prioridade semafórica para proteger a regularidade do serviço.

Impacto regional e foco estratégico da operadora

Para os utilizadores de Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo, o reforço da frota deverá traduzir-se em menor pressão nas horas de ponta e em tempos de espera mais curtos quando os novos veículos entrarem ao serviço, entre o fim de 2026 e o início de 2027. O crescimento da procura também reforça o argumento para futuras extensões a Condeixa-a-Nova, Cantanhede e Mealhada, cujos estudos de viabilidade deverão arrancar em 2025.

Em paralelo, a administração quer alienar o património imobiliário acumulado durante o desenvolvimento do projeto, incluindo o chamado edifício-ponte junto à Câmara Municipal de Coimbra. A decisão procura concentrar a empresa na operação de transporte de passageiros e poderá libertar recursos financeiros, embora não tenham sido divulgados valores para as potenciais vendas.

O desempenho do Metro Mondego destaca-se num setor frequentemente marcado por constrangimentos de oferta e falhas de fiabilidade em Portugal. A padronização da frota surge ainda como uma vantagem operacional relevante num momento em que os sistemas europeus de transporte urbano aceleram a eletrificação e procuram controlar custos de manutenção, formação técnica e gestão de peças.

Na nossa publicação anterior sobre a greve geral de 3 de junho, analisámos a adesão alargada em vários setores e os efeitos esperados na mobilidade, com destaque para os transportes e a ativação de serviços mínimos em operadores como a CP e a Carris. Explicámos ainda como as perturbações poderiam estender-se ao dia anterior e ao seguinte e detalhámos opções para passageiros, incluindo regras de reembolso e remarcação, num contexto de contestação à revisão da legislação laboral.

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