PSI recua com energia a pressionar bolsa de Lisboa

PSI recua com energia a pressionar bolsa de Lisboa
Energia pressiona PSI

A bolsa de Lisboa abre a sessão de quarta-feira em baixa, destoando do arranque positivo registado em Paris e Amesterdão. O setor da energia concentra as maiores perdas do índice, num mercado em que a maioria das cotadas negoceia em terreno negativo.

Destaques

  • O PSI caiu 0,74% para 8.955,84 pontos às 08:12, após fechar terça-feira com uma queda de 0,26%.
  • O segmento da energia pressionou o índice, com EDP a cair 1,67%, EDP Renewables 1,43%, REN 1,26% e Galp 0,81%.
  • Lisboa abriu em baixa, contrariando Paris e Amesterdão, enquanto o Governo aponta possível queda nos combustíveis e redução de apoios se terminar o conflito no Médio Oriente.

Queda inicial do PSI e pressão das energéticas

Como noticiou o Jornal de Negócios, o PSI desvaloriza 0,74% para 8.955,84 pontos às 08:12, depois de a praça portuguesa ter encerrado a sessão de terça-feira com uma queda de 0,26%, em terreno negativo pela segunda vez consecutiva.

Entre as 16 cotadas do índice, dez negoceiam no vermelho e seis seguem em alta. O segmento da energia é o que mais pesa no desempenho do mercado lisboeta, com a EDP a liderar as descidas ao cair 1,67%, enquanto a EDP Renewables perde 1,43%, a REN recua 1,26% e a Galp baixa 0,81%.

Contexto externo e perspetiva para os combustíveis

O arranque negativo de Lisboa contraria a evolução de outras praças europeias, com Paris e Amesterdão a negociarem em terreno positivo no mesmo período da manhã, o que evidencia um desempenho relativamente mais fraco do mercado português nesta abertura.

Na terça-feira, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, afirmou ao Negócios que o Governo acredita que o eventual fim do conflito no Médio Oriente pode abrir caminho a uma descida dos preços internacionais dos combustíveis. Segundo a governante, esse cenário também poderá permitir uma redução gradual dos apoios extraordinários ao gasóleo criados para atenuar a volatilidade dos mercados energéticos.

Na nossa publicação, analisámos a descida dos preços do petróleo e o efeito desse movimento nas ações energéticas, num dia em que o PSI abriu em baixa e destoou de outras praças europeias. O texto explicava que a incorporação pelo mercado de um possível acordo entre os EUA e o Irão e a perspetiva de reabertura do Estreito de Ormuz ajudaram a pressionar o crude, embora a normalização da oferta pudesse ser gradual e a incerteza permanecesse.

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