Estoril-Sol volta a adiar contas de 2025 e aponta divulgação até 20 de julho
A Estoril-Sol prolonga pela terceira vez o calendário para apresentar os resultados consolidados de 2025, mantendo em aberto um processo que já falhou os prazos anteriormente indicados ao mercado. O novo limite comunicado fixa a divulgação até 20 de julho, num contexto em que a empresa já tinha associado o atraso a questões ligadas à concessão da Póvoa e à imparidade nas concessões de jogo do Estoril e de Lisboa.
Destaques
- Estoril-Sol adiou pela terceira vez a divulgação das contas consolidadas de 2025, prevendo agora publicação até 20 de julho.
- O adiamento explica-se pela complexidade do fim da concessão do Casino da Póvoa e pela reavaliação das imparidades das concessões de Estoril e Lisboa.
- A Estoril Sol registou em 2024 um prejuízo líquido consolidado de 4,8 milhões de euros, invertendo o lucro de 13,4 milhões em 2023, com receitas de jogo a caírem 2% para 211,6 milhões de euros.
Novo calendário para as contas
Segundo um comunicado publicado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a Estoril-Sol informa que ainda não foi possível concluir o processo de aprovação e divulgação das demonstrações financeiras consolidadas relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025. A empresa indica agora que o conselho de administração prevê divulgar essa informação tão brevemente quanto possível e, no limite, até 20 de julho.Este é o terceiro adiamento comunicado ao mercado. Em 29 de abril, a sociedade afirmou que não conseguiria cumprir o prazo legal para apresentar as contas consolidadas de 2025 e apontou então para uma conclusão nas três semanas seguintes. Mais tarde, em maio, voltou a rever o calendário e estimou que o processo estivesse concluído até 22 de junho.
Fatores do atraso e pressão sobre o grupo
No comunicado anterior, a Estoril-Sol atribuía o atraso sobretudo a dois fatores, a complexidade associada aos efeitos do termo da concessão do Casino da Póvoa e o reconhecimento atualizado do valor de imparidade referente às concessões de jogo no Estoril e em Lisboa, detidas pela subsidiária Estoril Sol (III) - Turismo, Animação e Jogo.O novo adiamento surge depois de uma deterioração dos resultados do grupo no último exercício divulgado. Em 2024, a Estoril Sol registou um prejuízo líquido consolidado de 4,8 milhões de euros, depois de ter apresentado um lucro de 13,4 milhões de euros em 2023, enquanto as receitas totais de jogo, incluindo atividade territorial e online, somaram 211,6 milhões de euros, numa descida global de 2%.
Na nossa publicação anterior sobre o endividamento total em Portugal, destacámos que a dívida conjunta de famílias, empresas e Estado subiu para 876,2 mil milhões de euros em abril de 2026, refletindo maior recurso ao crédito à habitação, reforço do financiamento empresarial e novas necessidades de captação do setor público. O texto detalhava ainda a aceleração do crédito às famílias e às empresas e lembrava que a maior exposição a taxas indexadas à Euribor pode pressionar os encargos mensais, num contexto de dependência contínua do Estado dos mercados de capitais.
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