Coindu avança com despedimento coletivo de 48 trabalhadores em Portugal
A reestruturação da Coindu aprofunda-se numa altura de menor procura e de mudança nos materiais usados pela indústria automóvel. A empresa de Vila Nova de Famalicão diz que a redução do uso de couro nos modelos previstos para 2027 leva à eliminação de postos de trabalho nesse segmento.
Destaques
- Coindu avança com despedimento coletivo de 48 trabalhadores em Portugal devido à ausência de novos projetos para garantir a ocupação laboral.
- A empresa anunciou em maio um lay-off de seis meses, entre maio e novembro de 2026, potencialmente afetando 493 trabalhadores.
- A decisão reflete pressões na indústria automóvel europeia, incluindo tarifas U.S., instabilidade geopolítica, volatilidade de combustíveis e concorrência asiática de baixo custo.
Impacto laboral e pressão sobre a indústria automóvel
Nessa altura, a empresa tinha assinalado que, com a conclusão dos projetos em curso, não dispunha nem previa novos projetos capazes de assegurar a ocupação funcional de todos os trabalhadores no curto, médio ou longo prazo. Desde então, ficou sinalizado o risco de eliminação destes postos de trabalho, enquanto as projeções para o próximo ano apontam para uma força de trabalho média de cerca de 700 colaboradores.A Coindu diz ter procurado preservar o maior número possível de empregos e reter o conhecimento específico da atividade. Em maio, a empresa anunciou um lay-off de seis meses, entre maio e novembro de 2026, que poderia abranger 493 trabalhadores.
O grupo enquadra a decisão num contexto mais amplo de forte pressão sobre a indústria automóvel europeia, citando as tarifas alfandegárias impostas pelos U.S., a situação geopolítica no Médio Oriente, a volatilidade dos preços dos combustíveis e a concorrência de marcas asiáticas com custos de produção mais baixos. A quebra das encomendas já tinha levado a Coindu a avançar com dois despedimentos coletivos no ano passado.
Na nossa publicação anterior sobre a queda do desemprego registado em maio em Portugal, destacámos a descida para 274.766 inscritos nos centros de emprego e um mercado de trabalho mais apertado. Sublinhámos também que, apesar da melhoria no número de desempregados, as ofertas e as colocações recuaram, sinalizando menos dinamismo nas novas oportunidades e um contexto relevante para avaliar decisões de lay-off e cortes de emprego em setores sob pressão.
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