Poupança das famílias em Portugal mantém-se em máximos históricos no arranque de 2026
No primeiro trimestre de 2026, as famílias portuguesas preservam uma taxa de poupança elevada, num contexto de crescimento moderado do rendimento e de consumo ainda pressionado pelos preços. O rácio fixa-se em 12,3% do rendimento disponível bruto pelo quinto trimestre consecutivo, sinalizando estabilidade financeira dos agregados apesar do peso da inflação.
Destaques
- A taxa de poupança das famílias em Portugal mantém-se em 12,3% do rendimento disponível bruto no início de 2026, nível historicamente elevado.
- O investimento das famílias, sobretudo na compra de habitação, cresce 3,2% no primeiro trimestre de 2026, após aumento de 3,9% no anterior.
- O consumo final das famílias avança 1,3%, abaixo do crescimento do rendimento disponível, com aumento real de apenas 0,7% devido à inflação.
Poupança estável e consumo sob pressão
Como divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística, a taxa de poupança das famílias mantém-se em 12,3% do rendimento disponível bruto, em linha com o último ano e num nível que, em termos históricos, continua elevado.O INE indica que a despesa de consumo final aumenta 1,3%, uma variação 0,1 pontos percentuais abaixo da do rendimento disponível bruto, que sobe 1,4% no trimestre e também no trimestre anterior. Em termos reais, descontando a inflação, o consumo final avança 0,7% no ano terminado no primeiro trimestre de 2026, o que sugere um impacto relevante dos preços na despesa das famílias.
Investimento das famílias sobe no primeiro trimestre
O investimento das famílias, concentrado maioritariamente na compra de habitação, aumenta 3,2% no primeiro trimestre deste ano, após uma subida de 3,9% no trimestre anterior.A taxa de investimento das famílias, medida pelo rácio entre a formação bruta de capital fixo e o rendimento disponível, atinge 6,4%, mais 0,1 pontos percentuais do que no trimestre precedente. Os dados apontam para uma continuação da procura ligada à habitação, ao mesmo tempo que os agregados mantêm um nível de poupança resiliente.
A alteração do IVA reduzido na habitação foi um dos temas que a nossa publicação acompanhou, com a Autoridade Tributária e Aduaneira a clarificar, através de um ofício-circulado, os critérios de aplicação das novas regras. O enquadramento surgiu num momento de incerteza, já que o Governo apresentou no Parlamento uma proposta para voltar a mexer no regime, mantendo dúvidas para empresas, contabilistas e operadores do setor.
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