CGD paga 1.250 milhões de euros em dividendos ao Estado após lucros recorde
A Caixa Geral de Depósitos entrega hoje 1.250 milhões de euros em dividendos ao Estado, na sequência dos resultados de 2025. O pagamento ao acionista único do banco público acompanha um lucro anual de 1.904 milhões de euros, o mais elevado de sempre da instituição.
Destaques
- Caixa Geral de Depósitos pagou hoje um dividendo de 1.250.000.000,00 euros ao Estado, correspondendo a 1,380997410885 euros por ação.
- A distribuição do dividendo foi aprovada na assembleia-geral de 29 de maio, com o Estado como acionista único recebendo a totalidade do montante.
- A CGD registou lucros recorde de 1.904 milhões de euros em 2025, um aumento de 10% face a 2024, reforçando a rentabilidade da banca pública.
Pagamento aprovado e comunicado ao mercado
A comunicação ao mercado divulgada pela Caixa Geral de Depósitos em 19 de junho indica que o pagamento do dividendo ocorre hoje, com um valor unitário de 1,380997410885 euros por ação, num montante total de 1.250.000.000,00 euros.A distribuição foi aprovada na assembleia-geral anual de 29 de maio. Como acionista único, o Estado recebe assim a totalidade do dividendo relativo aos resultados de 2025.
Impacto nos resultados da banca pública
Os dividendos agora pagos referem-se a um exercício em que a CGD registou lucros de 1.904 milhões de euros em 2025, mais 10% do que em 2024. O banco público divulgou esses resultados em fevereiro e classificou-os como os maiores de sempre.Nessa altura, o presidente executivo, Paulo Macedo, afirmou que o valor a entregar ao Estado seria provavelmente o maior dividendo de sempre da banca portuguesa. O pagamento reforça o peso da CGD nas receitas do Estado e destaca a rentabilidade recente da banca pública em Portugal.
A criação de um fundo soberano português foi o tema de um artigo anterior da Traders Union, em que explicámos que o Governo pretende concentrar no IGCP participações do Estado e reforçar a intervenção em empresas consideradas estratégicas. O plano abrange setores como energia, banca, comunicações e infraestruturas, com o objetivo de aumentar a estabilidade e a resiliência económica e, em alguns casos, também otimizar o retorno financeiro dessas participações.
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