Portugal acelera despesa em Defesa para 2,1% do PIB este ano

Portugal acelera despesa em Defesa para 2,1% do PIB este ano
Despesa em Defesa sobe

Portugal deverá elevar o investimento em Defesa para 2,1% do PIB até ao final deste ano, reforçando uma trajetória de aumento do esforço orçamental no quadro da NATO. A estimativa aponta para uma despesa de cerca de 6,7 mil milhões de euros, depois de o país ter atingido 2,01% do PIB em 2025.

Destaques

  • Portugal deverá gastar 2,10% do PIB em Defesa em 2024, atingindo cerca de 6,7 mil milhões de euros, segundo a NATO.
  • O aumento da despesa entre 2024 e 2025 será de 600 milhões de euros, abaixo dos 1,6 mil milhões registados no ano anterior.
  • Na cimeira da NATO, os membros fixaram uma nova meta para 2035 de 5% do PIB em Defesa, incluindo 3,5% para capacidades militares.

Estimativas da NATO para o investimento português

Segundo o Jornal de Negócios, citando um relatório divulgado pela NATO, com informação recolhida até 3 de junho, Portugal deverá chegar aos 2,10% do PIB em despesa com Defesa até ao final deste ano, o que corresponde a cerca de 6,7 mil milhões de euros.

O mesmo documento indica que este valor representa um acréscimo de perto de 600 milhões de euros face a 2025, ano em que a estimativa da Aliança aponta para 6,1 mil milhões de euros aplicados no setor. A NATO estima também que Portugal alcançou a meta de 2,01% do PIB em 2025, um valor que já tinha sido referido pelo ministro da Defesa, Nuno Melo, na Assembleia da República.

Se os números forem confirmados, o ritmo de subida do investimento abranda face ao salto registado entre 2024 e 2025, quando a despesa aumentou 1,6 mil milhões de euros, o maior aumento anual da última década, para passar agora a um reforço de cerca de 600 milhões entre o ano passado e o atual.

Pressão aliada e novo objetivo para 2035

Portugal acompanha a tendência da maioria dos países europeus e do Canadá, num contexto marcado pelo recuo do investimento dos U.S. na NATO e pelo reforço das exigências de capacidade militar entre os aliados.

Na última cimeira da Aliança, realizada em Haia, nos Países Baixos, os membros acordaram uma nova meta de 5% do PIB até 2035, repartida entre 3,5% para despesas diretamente ligadas à Defesa, como Forças Armadas, equipamento e treino, e 1,5% para áreas como infraestruturas e indústria.

A cimeira da NATO em Ancara termina hoje com três temas centrais na agenda, o investimento em Defesa, o reforço da produção industrial e o apoio à Ucrânia.

Na nossa publicação anterior sobre o reforço do orçamento da Defesa em Portugal, explicámos como o país atingiu pela primeira vez a fasquia de 2% do PIB (2,01%) e projetou cerca de 6 mil milhões de euros para 2025, após a maior subida anual da última década. Também enquadrámos o tema na cimeira da NATO em Ancara, destacando as pressões entre aliados, as oportunidades para a indústria de defesa (incluindo PME) e decisões em aberto sobre capacidades e programas, como a substituição dos F-16 e projetos navais.

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