Bank Millennium reforça provisões no segundo trimestre para crédito hipotecário em francos suíços

Bank Millennium reforça provisões no segundo trimestre para crédito hipotecário em francos suíços
Provisões reforçadas no Millennium

O Bank Millennium prepara um reforço de provisões de 180 milhões de zlótis no segundo trimestre, num movimento ligado sobretudo a riscos legais da carteira de crédito habitação em francos suíços. A estimativa foi divulgada pelo BCP, que controla o banco polaco, e inclui ainda uma componente associada à carteira de crédito originada pelo Euro Bank.

Destaques

  • Bank Millennium vai reforçar provisões em 180 milhões de zlótis (41,9 milhões de euros) no segundo trimestre de 2024.
  • Deste montante, 156 milhões de zlótis referem-se a crédito hipotecário em francos suíços e 24 milhões de zlótis a riscos legais do Euro Bank.
  • O banco afirma que estas provisões não impactam os resultados líquidos reportados pelo grupo polaco controlado pelo BCP.

Montante das provisões e enquadramento regulatório

Segundo o Jornal de Negócios, citando um comunicado do BCP à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, o banco polaco estima constituir provisões no valor total de 180 milhões de zlótis, equivalentes a 41,9 milhões de euros ao câmbio indicado no texto.

Desse montante, 156 milhões de zlótis, ou 36,3 milhões de euros, dizem respeito maioritariamente a empréstimos hipotecários concedidos em francos suíços. Além dessa parcela, o Bank Millennium prevê reconhecer 24 milhões de zlótis, ou 5,6 milhões de euros, para riscos legais relacionados com a carteira de crédito originada pelo Euro Bank.

Impacto nas contas do grupo

O banco polaco controlado pelo BCP sublinha que estas provisões não têm impacto nos resultados líquidos. A indicação sugere que o efeito contabilístico esperado é absorvido sem alteração do resultado final reportado.

O anúncio insere-se no acompanhamento do mercado sobre a exposição da banca polaca a litígios ligados ao crédito hipotecário em francos suíços, um tema que continua a influenciar custos legais e decisões prudenciais no setor financeiro da Polónia.

A recente sessão da Bolsa de Lisboa começou em queda, com o PSI a recuar num ambiente de maior aversão ao risco na Europa, alimentado pelo regresso das tensões no Médio Oriente. Nesse contexto, o BCP destacou-se pela descida após um corte de recomendação, enquanto a Galp avançou apoiada pela subida do petróleo, ajudando a limitar perdas no índice.

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