PSI recua em Lisboa, pressionado por papel e retalho

PSI recua em Lisboa, pressionado por papel e retalho
PSI recua em Lisboa

A bolsa de Lisboa encerra a última sessão da semana em baixa, contrariando a maioria das praças europeias que sobe com as perspetivas de continuação das negociações de paz no Médio Oriente. O PSI perde 0,19% para 9.106,84 pontos, com 11 dos 16 títulos no vermelho, enquanto a EDP limita a descida do índice.

Destaques

  • O PSI encerra a sessão em Lisboa nos 9.106,84 pontos, contrariando o desempenho positivo da maioria das bolsas europeias.
  • Setores de papel e retalho pressionam o índice, com Altri a cair 1,06%, Navigator 0,91%, CTT 1,02%, Sonae 0,47% e Jerónimo Martins 0,55%.
  • EDP valoriza 0,70% para 4,469 euros, mitigando perdas mais acentuadas no PSI após recuos generalizados na maioria dos títulos.

Desempenho do PSI na sessão

Como noticiou o Jornal de Negócios, o principal índice português termina a sessão nos 9.106,84 pontos, num dia em que o mercado nacional acompanha um movimento distinto do registado na maior parte das bolsas europeias. O sentimento externo beneficia das expectativas em torno da manutenção das negociações de paz no Médio Oriente, mas esse contexto não evita a queda em Lisboa.

Entre os 16 títulos que integram o PSI, 11 fecham em terreno negativo. A evolução do índice reflete sobretudo a fraqueza de vários pesos do mercado, num fecho semanal marcado por perdas moderadas, mas generalizadas em vários segmentos.

Quedas no papel e retalho, EDP trava perdas maiores

O setor do papel destaca-se entre as maiores descidas da sessão. A Altri perde 1,06% para 4,685 euros e a Navigator recua 0,91% para 3,272 euros, enquanto os CTT também fecham em baixa, com uma desvalorização de 1,02% para 5,80 euros.

Depois dos ganhos expressivos da sessão anterior, as retalhistas Sonae e Jerónimo Martins recuam 0,47% para 2,12 euros e 0,55% para 16,38 euros, respetivamente. Em sentido oposto, a EDP sobe 0,70% para 4,469 euros e impede uma descida mais acentuada do índice de referência nacional.

Na nossa análise anterior sobre a escalada do petróleo e a queda do PSI, explicámos como a subida do Brent e do WTI, impulsionada pelas tensões no Médio Oriente e pelos riscos no Estreito de Ormuz, aumentou a pressão sobre a economia portuguesa e sobre várias cotadas. Também destacámos que este choque energético pode apertar margens em setores expostos a combustíveis, logística e consumo, ao mesmo tempo que alimenta a volatilidade do mercado.

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