Bombeiros de Leiria aguardam reembolso da tempestade Kristin, ANEPC prevê pagamento este mês
As corporações de bombeiros da região de Leiria continuam sem receber o reembolso das despesas suportadas durante a depressão Kristin, apesar de já terem submetido os pedidos dentro dos prazos definidos. A situação está a pressionar a tesouraria de várias associações numa fase em que o dispositivo de combate a incêndios rurais exige reforço de meios e maior capacidade financeira.
Destaques
- Associações de bombeiros de Leiria aguardam reembolso de despesas extraordinárias da tempestade Kristin, com ANEPC prevendo pagamento ainda este mês.
- Os bombeiros de Ourém operam no nível Delta até 30 de setembro, enfrentando dívidas a fornecedores de combustíveis sem margem para crédito adicional.
- Pedrógão Grande reclama cerca de 7.600 euros por socorro ao mau tempo e entre 12.000 e 13.000 euros pendentes relativos ao combustível dos incêndios de 2025.
Pressão financeira no reforço do dispositivo
Segundo Correio da Manhã, o atraso nos pagamentos surge numa altura em que várias associações de bombeiros enfrentam necessidades acrescidas de tesouraria para manter a operação. Rui Neves alerta que a corporação de Ourém está no nível Delta do dispositivo de combate a incêndios rurais, em vigor até 30 de setembro, e tem dívidas a fornecedores, nomeadamente de combustíveis, sem margem para pedir mais crédito.Também em Pedrógão Grande, Luís David estima em cerca de 7.600 euros as despesas extraordinárias com o socorro devido ao mau tempo, sem contar com combustível. O dirigente recorda ainda que a corporação continua sem receber entre 12 mil e 13 mil euros relativos a combustível gasto nos incêndios de 2025.
Os responsáveis ouvidos defendem que o atual modelo de reembolso deixa as associações demasiado expostas financeiramente, numa altura em que são chamadas a responder a eventos extremos com frequência crescente. A demora no ressarcimento limita a capacidade de gestão corrente das corporações e aumenta a pressão sobre um setor que depende de liquidez para assegurar meios, viaturas e abastecimentos.
Na nossa publicação anterior sobre a pressão energética em Portugal, destacámos a desaceleração da inflação em junho de 2026, apoiada pela queda dos preços dos combustíveis. Explicámos como o alívio nos custos de energia, associado à normalização gradual do estreito de Ormuz, reduziu parte da pressão sobre empresas e consumidores, embora o enquadramento externo continue sensível à evolução no Médio Oriente.
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