Bolsa de Lisboa recua com subida da energia a pressionar ações europeias
A sessão europeia decorre sob pressão, com os investidores a tentarem conciliar sinais de abrandamento da inflação nos U.S. com um novo agravamento dos custos energéticos. Em Lisboa, o PSI desce 0,58% para 9.074,02 pontos a meio da manhã, num movimento que acompanha perdas noutras praças da região.
Destaques
- O PSI e as principais bolsas europeias recuam nesta sessão, com o EuroStoxx 600 a descer 0,17% para 640,99 pontos às 8h45 de Lisboa.
- O Brent para setembro sobe 1,38% para 85,90 dólares e o gás TTF valoriza 2,33% para 54,195 euros/MWh, pressionando custos energéticos em Portugal e Europa.
- A inflação anual nos U.S. desacelera para 3,2% em junho, mas o presidente da Federal Reserve mantém aberta a possibilidade de novos ajustes nos juros em 29 de julho.
Mercados europeus reagem a inflação e tensão no Médio Oriente
The Portugal Post noticiou que a bolsa de Lisboa segue em baixa numa sessão marcada por sinais contraditórios para os mercados, entre a moderação da inflação nos U.S. e a pressão renovada das tensões geopolíticas no Médio Oriente.O EuroStoxx 600 cede 0,17% para 640,99 pontos às 8h45 de Lisboa. Entre as principais praças, Londres recua 0,61%, Paris perde 0,48% e Frankfurt cai 0,98%, enquanto Madrid desce 0,90% e Milão recua 0,54%.
Os dados de preços no consumidor dos U.S. mostram uma inflação anual de 3,2% em junho, abaixo das expectativas do mercado. Ainda assim, o presidente da Federal Reserve alerta no Congresso para o risco de sobrevalorizar um único indicador e mantém em aberto nova atuação sobre juros na reunião de 29 de julho.
Essa combinação deixa os investidores portugueses e europeus divididos entre o alívio com uma possível desaceleração inflacionista e a prudência perante o impacto que novos choques energéticos podem ter sobre custos empresariais, consumo e política monetária.
Energia mais cara agrava pressão sobre famílias e empresas
Nos mercados de matérias-primas, o Brent para setembro sobe 1,38% para 85,90 dólares por barril e o West Texas Intermediate para agosto avança 1,31% para 80,35 dólares. Já o gás natural europeu no índice TTF holandês para agosto valoriza 2,33% para 54,195 euros por megawatt-hora, num sinal de pressão persistente sobre a energia na segunda metade do ano.Para Portugal, a subida destes preços tem efeitos diretos sobre faturas domésticas, custos industriais e margens das empresas. O enfraquecimento do PSI também atinge aplicações com exposição acionista, incluindo fundos de pensões, produtos de seguro e carteiras diversificadas de investidores particulares.
O euro avança 0,03% face ao dólar para 1,1423, oferecendo algum alívio no custo de importações denominadas em moeda norte-americana. Ainda assim, a evolução cambial continua dependente das expectativas relativas à Federal Reserve e ao Banco Central Europeu, num momento em que a persistência de energia cara pode voltar a dificultar o controlo da inflação na zona euro.
Ao longo da sessão, os investidores acompanham ainda a divulgação da produção industrial da zona euro referente a maio e o Beige Book da Federal Reserve, à procura de sinais adicionais sobre atividade económica, mercado laboral e pressão inflacionista.
Na nossa reportagem anterior sobre o choque do petróleo ligado ao conflito entre EUA e Irã, destacámos como a subida do Brent voltou a reacender o debate sobre inflação na Europa e a complicar a decisão do Banco Central Europeu. O texto apontou que, com custos de energia em alta e dados económicos ainda incompletos antes da reunião, os mercados passaram a precificar mais incerteza sobre os próximos passos do BCE e os riscos para crescimento e preços.
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