Grupo Arié compra operação da Primor em Portugal para reforçar retalho de perfumaria
O mercado português de perfumaria regista um movimento de consolidação com a compra da operação da Primor em Portugal pelo grupo Arié. O negócio abrange 25 lojas e cerca de 900 trabalhadores, mantendo separadas as operações da Primor e da Perfumes & Companhia.
Destaques
- Arié adquiriu a operação da espanhola Primor em Portugal, incluindo 25 lojas e cerca de 900 funcionários, sem divulgar o valor da transação.
- A Perfumes & Companhia reforça a sua presença no retalho especializado português, agora totalizando 129 lojas no segmento de perfumaria e cosmética.
- A Arié garante autonomia total às marcas, mantendo a estratégia de coexistência independente entre Perfumes & Companhia e Primor no curto prazo.
Aquisição amplia presença no retalho especializado
Como avançou o Jornal de Negócios, citando o Eco, o grupo Arié, dono da Perfumes & Companhia, das pizzarias Capricciosa e dos restaurantes do chef José Avillez, comprou a operação da Primor em Portugal. Os valores da transação não são divulgados, e a aquisição é apresentada com o objetivo de desenvolver uma parceria estratégica.O negócio nacional da espanhola Primor inclui a marca, bem como as atividades de retalho físico e online em Portugal. Segundo a mesma informação, a operação afasta um cenário de fusão e preserva a identidade e a autonomia do projeto adquirido.
A Primor conta com 25 lojas e cerca de 900 funcionários em Portugal. Já a Perfumes & Companhia soma 129 lojas no mercado português, reforçando com esta operação a escala do grupo no segmento da perfumaria e cosmética.
Autonomia das marcas mantém estratégia comercial
Numa mensagem dirigida aos trabalhadores da Perfumes & Companhia e citada pelo Eco, a Arié procura sublinhar que a insígnia mantém plena autonomia. A empresa afirma que a marca, a cultura, a relação com os clientes e as equipas continuam a ser a base da operação.Desta forma, Perfumes & Companhia e Primor continuam a operar de forma independente nos respetivos posicionamentos, nas operações comerciais e nos planos de crescimento. A opção sinaliza uma estratégia de coexistência entre as duas redes no mercado português, sem integração direta das atividades no curto prazo.
Na nossa publicação anterior sobre a evolução do PSI na bolsa de Lisboa, destacámos uma sessão em que o índice recuperou após vários dias de quedas e fechou em terreno positivo. Notámos que a menor exposição ao setor tecnológico ajudou Lisboa a resistir melhor, com impulso de pesos pesados como Jerónimo Martins e Galp, enquanto a queda do BCP limitou os ganhos.
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