PSI sobe no arranque, com construtoras e energia a sustentarem ganhos em Lisboa

PSI sobe no arranque, com construtoras e energia a sustentarem ganhos em Lisboa
PSI avança com energia

A bolsa de Lisboa inicia a sessão de segunda-feira em alta, num arranque misto das praças europeias, enquanto investidores acompanham a evolução no Médio Oriente e o comportamento estável do petróleo. O PSI avança 0,22% para 9.277,31 pontos às 08:14 horas, com destaque para as construtoras e para o setor energético entre as cotadas em terreno positivo.

Destaques

  • PSI arranca em alta com construtoras Teixeira Duarte (+0,92%) e Mota-Engil (+0,70%) e setor energético, liderado por EDP Renewables (+0,59%).
  • REN sobe 0,28% para 3,55 euros após Parpública fechar acordo para comprar 13,7% do capital à Pontegadea Inversiones, marcando o regresso do Estado à empresa.
  • Decisão de o Estado regressar à REN, anunciada sexta-feira, gera debate sobre interesses estratégicos e mantém o título sob foco na sessão lisboeta.

Desempenho inicial do PSI e das cotadas

Como reporta o Jornal de Negócios, a praça lisboeta abre a sessão com uma maioria de títulos em alta, num contexto em que Londres e Amesterdão sobem, enquanto Paris e Madrid negoceiam em queda.

Entre as maiores valorizações dos primeiros minutos estão as construtoras, com a Teixeira Duarte a avançar 0,92% e a Mota-Engil a subir 0,70%. No setor da energia, a EDP Renewables lidera os ganhos com uma valorização de 0,59%, seguida pela EDP, que soma 0,37%, e pela Galp, que ganha 0,34%.

Os preços do petróleo negoceiam de forma estável e registam perdas contidas, numa manhã em que os traders seguem de perto os novos desenvolvimentos no Médio Oriente. Esse enquadramento mantém a atenção do mercado concentrada no setor energético e na sua sensibilidade ao contexto externo.

REN permanece sob foco após entrada do Estado

A REN continua também no centro das atenções depois de a Parpública, entidade que gere as participações do Estado, ter celebrado na sexta-feira um contrato com a Pontegadea Inversiones, de Amancio Ortega, para a aquisição de 13,7% do capital da empresa. Na sessão desta manhã, as ações da REN registam uma subida moderada de 0,28%, para 3,55 euros.

A operação marca o regresso do Estado ao capital da REN cerca de 12 anos depois de a Parpública e a Caixa Geral de Depósitos terem alienado as ações que ainda detinham na empresa, cuja privatização decorre de forma faseada desde 2007. Após o comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, o primeiro-ministro afirma, na festa do Pontal, que a decisão visa salvaguardar o interesse estratégico do país na infraestrutura elétrica e assegurar uma vantagem financeira.

O anúncio do regresso do Estado à estrutura acionista da REN enfrenta, contudo, críticas, prolongando um debate sobre a presença pública em ativos considerados estratégicos. Esse contexto mantém a empresa entre os títulos mais observados da sessão em Lisboa.

Na nossa publicação anterior sobre o regresso do Estado ao capital da REN via Parpública, explicámos que a entidade assinou um contrato para comprar à Pontegadea 13,7% da empresa, num total de 91.723.676 ações. Referimos ainda que a operação, que marca a volta do Estado à acionista após cerca de 12 anos, fica condicionada ao visto do Tribunal de Contas.

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