Avaliações bancárias da habitação em Portugal mantêm subida em julho

Avaliações bancárias da habitação em Portugal mantêm subida em julho
Habitação: valorizações em julho

O mercado de crédito à habitação em Portugal continua a registar uma valorização das casas avaliadas pelos bancos, com o valor mediano a atingir 2.240 euros por metro quadrado em julho. A subida mensal abranda para 0,5%, o ritmo mais baixo desde dezembro de 2024, enquanto a variação homóloga se fixa em 15,2%.

Destaques

  • Avaliações bancárias da habitação em Portugal subiram 12 euros em julho, registando o menor crescimento mensal desde dezembro de 2024, segundo o INE.
  • O número de avaliações atingiu cerca de 34,1 mil em julho, crescendo 1,4% em cadeia e 0,6% em termos homólogos, com apartamentos representando 92,9% das avaliações.
  • Grande Lisboa e Algarve mantêm valores mais elevados nos apartamentos (3.469 euros e 3.010 euros/m²), enquanto Península de Setúbal lidera a variação anual com um aumento de 20,4%.

Dados do INE mostram subida menos acelerada

Segundo Jornal de Negócios, citando o Instituto Nacional de Estatística, o valor mediano das avaliações bancárias realizadas para concessão de crédito à habitação sobe 12 euros face a junho, mantendo a trajetória de aceleração observada desde dezembro de 2023, embora com o menor crescimento mensal desde dezembro de 2024.

O número de avaliações consideradas ronda 34,1 mil em julho, o que representa um aumento de 1,4% em cadeia e de 0,6% em termos homólogos. Depois de uma sequência de subidas iniciada em março, interrompida em junho, o volume de avaliações retoma o crescimento em julho.

Entre as tipologias, os apartamentos registam um valor mediano de 2.627 euros por metro quadrado, mais 16,5% do que em julho de 2025. Nos apartamentos T1, o valor sobe 41 euros, para 3.343 euros, enquanto os T2 e T3 avançam 17 euros e 2 euros, para 2.711 euros e 2.255 euros, respetivamente; estas tipologias representam 92,9% das avaliações feitas no mês.

Nas moradias, o valor mediano fixa-se em 1.606 euros por metro quadrado, um aumento homólogo de 13,6% face a julho de 2025.

Pressão regional mantém-se na Grande Lisboa e Algarve

Os valores mais elevados nas avaliações de apartamentos continuam concentrados na Grande Lisboa, com 3.469 euros por metro quadrado, e no Algarve, com 3.010 euros. No extremo oposto, Centro e Alentejo apresentam os valores mais baixos, com 1.739 euros e 1.778 euros por metro quadrado, respetivamente.

O Alentejo regista a subida mensal mais intensa, de 1,3%, enquanto a Região Autónoma dos Açores apresenta a descida mais acentuada face a junho. Em termos homólogos, a Península de Setúbal lidera a variação entre regiões, com um aumento de 20,4%, sem que se observe qualquer redução regional na comparação anual.

No segmento das moradias, a Grande Lisboa e o Algarve também exibem os valores mais altos, com 2.922 euros e 2.846 euros por metro quadrado. Centro e Alentejo voltam a apresentar os níveis mais baixos, com 1.163 euros e 1.300 euros, enquanto a Região Autónoma da Madeira regista o crescimento homólogo mais elevado, de 17,8%, sem quedas no conjunto das regiões.

Na nossa publicação anterior sobre a subida dos juros no crédito à habitação em julho, destacámos que a taxa de juro implícita voltou a avançar para 3,135% e que a prestação média subiu para 414 euros. Também sublinhámos que os juros já representam cerca de metade do valor mensal pago pelos mutuários, com sinais de continuidade da pressão nas novas operações.

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