Dólar recua ante o real com foco em pesquisa eleitoral e corte da Selic
O mercado de câmbio brasileiro opera em baixa nesta quinta-feira, enquanto investidores ajustam posições após novos sinais da corrida presidencial e da política monetária. O movimento ocorre depois de o Copom reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, e manter em aberto os próximos passos dos juros.
Destaques
- O dólar à vista recua 0,39%, cotado a R$ 5,132, reagindo à leve ampliação da vantagem de Flávio Bolsonaro em pesquisa eleitoral.
- O dólar futuro para outubro cai 0,45% na B3, negociado a R$ 5,143, após nova pesquisa AtlasIntel indicar empate técnico com tendência pró-Bolsonaro.
- O Copom corta a Selic em 0,25 ponto percentual para 13,75% ao ano e sinaliza incerteza para próximos movimentos, influenciando ativos brasileiros.
Câmbio reage a eleição e decisão do Copom
Conforme publicou o InfoMoney Mercados, o dólar à vista cai ante o real após uma nova pesquisa eleitoral indicar leve ampliação da vantagem numérica do senador Flávio Bolsonaro sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pelo Planalto, ainda dentro de um quadro de empate técnico.Às 9h10, o dólar à vista recua 0,39%, a R$ 5,132. Já o dólar futuro para outubro, atualmente o contrato mais negociado no mercado brasileiro, cede 0,45% na B3, para R$ 5,143.
Além do cenário político, os agentes financeiros repercutem a decisão do Comitê de Política Monetária de cortar a Selic em 0,25 ponto percentual. A taxa básica passa a 13,75% ao ano, enquanto a autoridade monetária sinaliza que os próximos movimentos seguem em aberto.
Leitura do mercado para ativos brasileiros
Para Leonel Oliveira Mattos, analista de Inteligência de Mercados da StoneX, a pesquisa semanal da AtlasIntel pode ter peso relevante sobre os ativos brasileiros.O levantamento mostra novamente empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, mas com ligeira ampliação da vantagem do senador, de 0,2 ponto percentual na semana anterior para 0,4 ponto nesta semana. Na avaliação do analista, as reações recentes do mercado financeiro apontam preferência por uma mudança de governo ligada à expectativa de uma política fiscal mais conservadora.
Em nossa cobertura anterior sobre a volatilidade do minidólar WDOV26, destacamos que o contrato operava em faixa técnica de definição, com suportes e resistências monitorados de perto após leve oscilação perto de R$ 5,15. Também apontamos que o diferencial de juros (Fed/Selic), o comportamento dos Treasuries e o noticiário político doméstico eram os principais vetores para movimentos mais fortes no câmbio no curto prazo.
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