Fundo de Resolução poderá acelerar reembolso de 1,9 mil milhões de euros em 2027
Na reta final de cerca de uma década na administração do Banco de Portugal, Luís Máximo dos Santos indica que o Fundo de Resolução poderá reembolsar 1,9 mil milhões de euros ao Estado e aos bancos no próximo ano. O montante integra uma dívida total de 7,5 mil milhões de euros e surge num momento em que o chumbo do Tribunal Constitucional à norma sobre as contribuições da banca levanta riscos para o calendário de pagamentos.
Destaques
- O Fundo de Resolução poderá reembolsar ao Estado e bancos até 1,9 mil milhões de euros em 2027, dentro de uma dívida total de 7,5 mil milhões.
- A saída de Luís Máximo dos Santos do Banco de Portugal coincide com a possibilidade de aceleração no calendário de pagamentos, crucial para a estabilidade financeira.
- A decisão do Tribunal Constitucional impede a fixação das contribuições dos bancos, levando o Banco de Portugal e o Governo a procurarem nova solução para manter receitas e o ritmo de reembolso.
Calendário de reembolso e procura de solução legal
Como relata o Jornal de Negócios, Luís Máximo dos Santos, que também preside ao Fundo de Resolução desde 2017, afirma que o reembolso ao Estado e aos bancos poderá atingir 1,9 mil milhões de euros no próximo ano, no âmbito de uma dívida total de 7,5 mil milhões.O responsável, de saída do Banco de Portugal após cerca de 10 anos na administração, sinaliza assim uma aceleração potencial do reembolso num dossiê central para a estabilidade financeira e para a relação entre o fundo, o Estado e o setor bancário.
Impacto do chumbo constitucional nas receitas do fundo
Sobre a decisão do Tribunal Constitucional que travou a norma que permitia fixar as contribuições dos bancos para o Fundo de Resolução, Luís Máximo dos Santos diz que o Banco de Portugal e o Governo estão em diálogo para encontrar uma solução.O objetivo, segundo o responsável, é evitar simultaneamente uma quebra de receita para o fundo e uma derrapagem no calendário de reembolso. A evolução deste processo mantém relevância para a banca portuguesa, uma vez que as contribuições do setor são um elemento essencial para sustentar o plano de pagamentos.
Na nossa análise anterior sobre a temporada de resultados do 3º trimestre dos bancos brasileiros, destacámos que o mercado passava a exigir mais crescimento real de lucros e menos reprecificação por múltiplos, com foco crescente nas projeções para 2027. Também apontámos quais instituições e empresas ligadas ao mercado de capitais pareciam mais bem posicionadas num cenário de juros mais baixos, e onde havia maior pressão sobre grandes bancos e seguradoras.
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