CVM e Instituto Clima e Sociedade discutem cooperação para observatório do mercado de carbono
A agenda regulatória e de finanças sustentáveis no Brasil avança com tratativas entre a CVM e o Instituto Clima e Sociedade para uma parceria técnica. A iniciativa mira a criação e operação do Observatório Brasileiro dos Mercados de Carbono, com foco em produção de conhecimento, capacitação e articulação institucional.
Destaques
- A CVM e o Instituto Clima e Sociedade negociam acordo de cooperação técnica visando criar e operar o Observatório Brasileiro dos Mercados de Carbono (OBCarbono).
- O OBCarbono buscará sistematizar conhecimento técnico, promover capacitação e divulgar informações públicas sobre os mercados de carbono no Brasil.
- A iniciativa deve fortalecer a base técnica e institucional de finanças sustentáveis, apoiando o desenvolvimento regulatório e do mercado de carbono brasileiro.
Negociação de parceria para o OBCarbono
Segundo Governo do Brasil, citando a Comissão de Valores Mobiliários, o presidente da autarquia, Otto Lobo, recebeu na quarta-feira, 22/7, na sede da CVM no Rio de Janeiro, a diretora executiva do Instituto Clima e Sociedade, Maria Netto Schneider, além dos especialistas técnicos Lucas Rizzo e Eduardo Cury, para discutir um Acordo de Cooperação Técnica entre as instituições.O entendimento em debate tem como objetivo viabilizar a criação e a operação do Observatório Brasileiro dos Mercados de Carbono, o OBCarbono. A estrutura é descrita como de interesse público e voltada à produção e sistematização de conhecimento técnico, à capacitação, à articulação institucional e à disseminação pública de informações sobre mercados de carbono.
Impacto para finanças sustentáveis no Brasil
A possível cooperação reforça o avanço da pauta de mercados de carbono no ambiente regulatório e financeiro brasileiro, em um momento de maior atenção a instrumentos ligados à transição climática e às finanças sustentáveis. Para o setor, a formação de uma base técnica e institucional pode ampliar a circulação de conhecimento e apoiar o desenvolvimento desse mercado no país.Pela CVM, também participaram da reunião a superintendente-geral substituta, Maria Lúcia Macieira de Mello, o superintendente seccional de Desenvolvimento e Modernização Institucional, José Alexandre Vasco, e o gerente substituto da Gerência de Inovação e Finanças Sustentáveis, Ramon Brandão.
Na nossa publicação anterior sobre a participação do Banco de Portugal no fundo de obrigações verdes do BIS, destacámos que o banco central entrou como investidor âncora e passou a integrar o comité consultivo do veículo. O movimento foi enquadrado como parte da estratégia de incorporar critérios de sustentabilidade e clima na gestão de ativos, reforçando a canalização de capital institucional para instrumentos alinhados com metas ambientais.
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