Mercado automóvel português mantém crescimento em abril, com pesados a liderar
O mercado automóvel em Portugal prolonga em abril a trajetória de crescimento observada no primeiro trimestre, com 24.969 novas matrículas, mais 14,4% em termos homólogos. No acumulado dos primeiros quatro meses do ano, o volume sobe para 98.722 unidades, refletindo um avanço de 10,2% face ao mesmo período do ano anterior.
Destaques
- O segmento de ligeiros de passageiros cresceu 15,1% em abril com 21.592 novos automóveis, acumulando 85.651 veículos no ano, alta de 10,8%.
- Nos comerciais ligeiros, abril registou subida de 7,7% para 2.719 unidades, mas o acumulado de 2026 apresenta queda homóloga de 0,8%.
- O segmento de pesados liderou o crescimento com aumento de 20,1% em abril para 658 unidades, totalizando alta de 38,8% até abril, com 2.978 veículos matriculados.
Matrículas aceleram no arranque do segundo trimestre
Como informou a Associação Automóvel de Portugal, o mercado nacional regista em abril um reforço da tendência positiva já vista no início do ano. O desempenho mensal é impulsionado sobretudo pelos ligeiros de passageiros, o principal segmento do setor, que representa mais de 85% do mercado.Neste segmento, são entregues 21.592 automóveis novos em abril, o que traduz uma subida homóloga de 15,1%. Desde o início do ano, o total atinge 85.651 veículos, correspondendo a um crescimento de 10,8%.
Nos comerciais ligeiros, abril traz uma recuperação de 7,7%, para 2.719 unidades. Ainda assim, o saldo acumulado de 2026 permanece ligeiramente abaixo do registado nos primeiros quatro meses do ano passado, com uma variação negativa de 0,8%.
Pesados destacam-se no setor automóvel
O segmento dos pesados continua a apresentar a expansão mais forte do mercado automóvel português. Em abril, são vendidas 658 viaturas novas, mais 20,1% do que no mesmo mês de um ano antes.No acumulado até abril, as matrículas de pesados sobem 38,8%, para 2.978 unidades. Os dados apontam para um crescimento mais disseminado no setor, embora com ritmos distintos entre segmentos, num arranque de ano em que os veículos de mercadorias e transporte mantêm a evolução mais robusta.
Na nossa publicação anterior sobre a tarifa de 25% dos U.S. sobre automóveis da União Europeia, analisámos como a medida pode pressionar preços e aumentar a incerteza nas cadeias de abastecimento do setor automóvel. O texto destacou potenciais efeitos para importadores e concessionários em Portugal, incluindo absorção de custos, revisão de preços finais e ajustamentos de inventário, com reflexos também na logística e em outras indústrias exportadoras.
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