B3 tem preço-alvo elevado pelo UBS BB com expectativa de maior volume e juros mais baixos

B3 tem preço-alvo elevado pelo UBS BB com expectativa de maior volume e juros mais baixos
B3 pode ampliar ganhos

A recente recuperação do mercado brasileiro reforça a leitura de que a B3 ainda pode ampliar ganhos após a alta acumulada desde o fim de agosto. O UBS BB vê a operadora da bolsa como uma das principais beneficiárias potenciais de um eventual ajuste fiscal e de um ambiente de taxas de juro mais baixas no Brasil.

Destaques

  • UBS BB elevou o preço-alvo das ações da B3 de R$ 18,50 para R$ 26,50 e reiterou recomendação de compra devido a expectativa de maior volume e juros menores.
  • O UBS BB aumentou em cerca de 9% as projeções de lucro para 2027-2030, projetando lucro líquido de R$ 1,6 mil milhões no 3T26, alta de 29% ano a ano.
  • O volume financeiro médio diário atingiu R$ 33 mil milhões em setembro, 46% acima do mesmo mês de 2025, com fluxo estrangeiro positivo de R$ 13 mil milhões em outubro.

Revisão do preço-alvo e projeções para a B3

Segundo o InfoMoney Mercados, o UBS BB elevou o preço-alvo das ações da B3 de R$ 18,50 para R$ 26,50 e reiterou a recomendação de compra, apoiado na perspetiva de aumento dos volumes negociados e num cenário de juros mais baixos no Brasil.

O banco avalia que, embora parte do cenário mais favorável já esteja refletida nas cotações, a operadora da bolsa ainda mantém margem para valorização. O UBS BB também aumentou em cerca de 9% as suas projeções de lucro para o período entre 2027 e 2030.

Para o terceiro trimestre de 2026, a estimativa é de lucro líquido de R$ 1,6 mil milhões, o que representa uma subida de 29% face ao mesmo período do ano anterior. Esse resultado inclui o efeito de uma distribuição extraordinária de R$ 750 milhões em juros sobre o capital próprio; sem esse impacto, a projeção aponta para lucro de R$ 1,3 mil milhões, com avanço anual de 6%.

Volumes de negociação sustentam perspetiva positiva

A atividade de negociação ganha força em setembro, quando o volume financeiro médio diário alcança R$ 33 mil milhões, uma alta de 46% em relação ao mesmo mês de 2025. No primeiro pregão após a eleição, o volume chega a R$ 103 mil milhões.

Em outubro, a média diária está em R$ 62 mil milhões, enquanto o fluxo estrangeiro regista saldo positivo de R$ 13 mil milhões no mês. Na avaliação do banco, a expansão do valor de mercado das ações pode sustentar volumes mais elevados, com potencial adicional caso a rotatividade dos papéis recupere.

No mercado brasileiro, essa dinâmica reforça a exposição da B3 a uma eventual melhoria do ambiente macroeconómico e fiscal, num contexto em que a evolução dos volumes negociados continua a ser um dos principais motores para as receitas da operadora.

Nossa publicação já havia destacado a aceleração da atividade de negociação da B3 em setembro de 2026, com forte avanço no volume médio diário de ações e crescimento também no segmento de futuros. O texto também chamou atenção para a expansão das emissões e do estoque de renda fixa, além do aumento da base de investidores, sinais de maior liquidez e participação no mercado de capitais brasileiro.

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