Minidólar testa resistência com payroll dos U.S. e cenário fiscal no radar

Minidólar testa resistência com payroll dos U.S. e cenário fiscal no radar
Minidólar e payroll em foco

Após avançar na sessão anterior, o minidólar para dezembro opera sob atenção redobrada dos traders nesta sexta-feira, em meio à leitura do mercado sobre juros, câmbio externo e risco fiscal no Brasil. O contrato fechou em 5.531 pontos no pregão de 5 de novembro, enquanto o mercado também monitora o payroll dos U.S. e eventuais sinais do governo sobre disciplina orçamentária.

Destaques

  • O contrato WDOZ26 fechou em alta de 0,81%, com resistência imediata entre 5.533 e 5.538,5 pontos e suporte em 5.519,5 a 5.502,5 pontos.
  • O dólar à vista subiu 0,67% para R$ 5,4876, influenciado por aversão global ao risco, política fiscal incerta e manutenção da Selic em 13,75%.
  • O IFR de 14 períodos no minidólar atingiu 68,81, perto da sobrecompra, sugerindo atenção a possíveis realizações após recentes avanços.

Níveis técnicos e gatilhos de curto prazo

Conforme análise publicada pelo InfoMoney Mercados, o contrato WDOZ26 encerrou a última sessão em alta de 0,81%, sustentando uma configuração técnica positiva no gráfico de 15 minutos. O ativo terminou acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que mantém aberta a possibilidade de continuidade do movimento comprador.

Na leitura de curto prazo, a alta precisa superar a faixa de resistência entre 5.533 e 5.538,5 pontos para ganhar força. Se houver rompimento com volume comprador, os próximos objetivos ficam em 5.554 a 5.644,5 pontos e, em um movimento mais amplo, entre 5.654,5 e 5.681 pontos.

No sentido oposto, uma retomada do fluxo vendedor depende da perda do suporte entre 5.519,5 e 5.502,5 pontos. Abaixo dessa região, o contrato pode abrir espaço para correção em direção a 5.477 e 5.453 pontos, com alvo mais distante entre 5.427,5 e 5.406 pontos.

Copom, fiscal e dólar externo influenciam o contrato

No ambiente macroeconômico, o mercado acompanha a repercussão do comunicado do Copom, que manteve a Selic em 13,75% e sinalizou maior incerteza. Também pesam no câmbio as dúvidas sobre a política econômica do novo governo, além da expectativa por um pronunciamento de Lula sobre disciplina orçamentária.

O dólar à vista subiu 0,67%, para R$ 5,4876, refletindo aversão global ao risco. No exterior, o índice DXY registra leve alta após a queda provocada pela vitória democrata nas eleições norte-americanas, enquanto a produção industrial brasileira recuou 0,8% em setembro, em resultado pior que o esperado.

No gráfico diário, o minidólar preserva estrutura positiva ao permanecer acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. A resistência mais ampla está entre 5.546 e 5.645 pontos, e o rompimento dessa faixa pode levar o contrato a 5.753 e 5.830 pontos; já a perda dos suportes em 5.453, 5.345 e 5.298 pontos pode abrir caminho para 5.223 e 5.147 pontos.

O IFR de 14 períodos está em 68,81, próximo da zona de sobrecompra. Embora o indicador ainda não aponte condição extrema, o nível elevado sugere atenção a eventuais realizações após os avanços recentes.

Na nossa matéria anterior sobre o minidólar WDOX26, destacámos como o contrato era influenciado pela volatilidade do cenário eleitoral e por fatores externos, com a região dos 5.000 pontos a servir de referência central para o mercado. Também detalhámos os principais níveis de suporte e resistência no intradiário e no gráfico diário, indicando que novos avanços dependeriam de rompimentos com volume, enquanto a perda de suportes poderia reacender a pressão vendedora.

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