O Banco Central do Brasil vai rever as diretrizes da Drex para obter melhores resultados
O Banco Central do Brasil (BC) está considerando flexibilizar algumas das diretrizes do seu projeto Drex, a iniciativa do país para uma moeda digital do banco central (CBDC), depois que os resultados iniciais do piloto ficaram aquém das expectativas.
Este artigo foi traduzido do original. Leia a versão original do nosso correspondente aqui.
Fabio Araújo, o funcionário do BC que lidera o projeto, reconheceu que, embora tenha havido progresso, ajustes podem ser necessários para garantir o sucesso do Drex, de acordo com a BlockNews.
Reavaliando a estrutura do Drex
Falando em um evento da Clearsale na terça-feira, Araújo afirmou que o BC pretende refinar as diretrizes do projeto para melhorar a usabilidade e escalabilidade. "Ainda há muito trabalho a ser feito, mas o Banco Central quer levar à população, no médio prazo, serviços que possam ser testados no ambiente Drex", disse.
Um dos principais desafios tem sido a adaptação dos modelos de negócios dos sistemas centralizados para os descentralizados. Muitos participantes no projeto-piloto começaram por reproduzir as estruturas financeiras tradicionais, mas acabaram por se aperceber que a descentralização exige novos fluxos de trabalho e conjuntos de competências. O BC também citou as restrições de recursos como um fator na sua decisão de travar os novos participantes na fase piloto.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) estão explorando outros casos de uso do Drex. Araújo sugeriu uma possível colaboração para garantir a interoperabilidade entre as plataformas.
O BC também está avaliando novas soluções de privacidade, uma questão crítica no desenvolvimento do projeto. Araújo confirmou que um consórcio de cooperativas financeiras, incluindo o Sicredi e o Sicoob, propôs um modelo em análise.
Um ponto de verificação no meio do ano determinará os próximos passos do Drex à medida que o Brasil se aproxima da implementação de um CBDC, alinhando-se às tendências globais em finanças digitais.
Enquanto isso, o Brasil solidificou seu status de líder global em criptografia, com 26 milhões de cidadãos - 12% da população - possuindo ativos digitais. Isso coloca o país em sexto lugar no mundo em adoção de criptografia, destacando seu crescente impacto no setor.
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