Méliuz faz história no Brasil com estratégia ousada de investimento em bitcoin

Méliuz faz história no Brasil com estratégia ousada de investimento em bitcoin
Méliuz faz história no Brasil com o Bitcoin

Em um movimento histórico para o mercado brasileiro, a empresa de cashback Méliuz anunciou a alocação de 10% de suas reservas de caixa - R$ 4,1 milhões - em bitcoin, tornando-se a primeira empresa de capital aberto no país a fazer um investimento tão significativo na criptomoeda.

Este artigo foi traduzido do original. Leia a versão original do nosso correspondente aqui.

A compra, que totaliza 45,72 bitcoins a um preço médio de US$ 90.296 por moeda, reflete estratégias adotadas anteriormente por empresas americanas como a MicroStrategy e a Tesla, segundo o Brazil Journal.

Uma mudança estratégica em direção ao bitcoin

O presidente e maior acionista da Méliuz, Israel Salmen, enfatizou que a empresa vê o bitcoin como uma reserva de valor a longo prazo, em vez de um ativo especulativo. "Não temos interesse em vender os bitcoins que adquirimos. Não somos comerciantes. Queremos criar valor a longo prazo", afirmou numa carta aos acionistas.

A empresa formou também um comité estratégico Bitcoin para avaliar a possibilidade de aumentar a sua participação. Espera-se um relatório preliminar sobre a iniciativa dentro de 45 a 60 dias. O comité supervisionará as futuras aquisições de bitcoin e estabelecerá políticas de governação em torno da estratégia.

A decisão do Méliuz vem em um momento em que suas ações perderam relevância no mercado, com sua avaliação total caindo de R$ 6 bilhões em seu pico em 2021 para R$ 270 milhões hoje. Com este movimento, a empresa pretende recuperar o interesse dos investidores, reduzindo a exposição ao real brasileiro.

Inspirando-se na MicroStrategy, que viu sua capitalização de mercado subir de US$ 500 milhões para US$ 77 bilhões devido a seus investimentos em bitcoin, Méliuz está apostando que a criptomoeda proporcionará retornos superiores ao longo do tempo. "O que é realmente mais arriscado?" perguntou Salmen. "Manter reservas em uma moeda em desvalorização ou investir em um ativo escasso que se valorizou 77% ao ano em dólares na última década?"

Enquanto isso, o Brasil solidificou seu status de líder global em criptografia, com 26 milhões de cidadãos - 12% da população - possuindo ativos digitais. Isso coloca o país em sexto lugar no mundo em adoção de criptografia, destacando seu crescente impacto no setor.

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