Dólar recua no Brasil com movimento externo e atenção do mercado ao segundo turno

Dólar recua no Brasil com movimento externo e atenção do mercado ao segundo turno
Dólar recua antes do 2º turno

O dólar à vista cai frente ao real nesta terça-feira, acompanhando a fraqueza da moeda norte-americana no exterior em meio ao monitoramento do cenário político brasileiro. A movimentação ocorre a cinco dias do segundo turno, com investidores também reagindo a nova pesquisa eleitoral e ao debate sobre espaço fiscal no país.

Destaques

  • Dólar à vista recuava 0,59% para R$ 5,019, acompanhando movimento global e cautela dos investidores com o segundo turno eleitoral.
  • Pesquisa Real Time Big Data aponta Flávio Bolsonaro com 52% e Lula com 48% dos votos válidos, influenciando expectativas sobre ativos brasileiros.
  • Lula defendeu reajuste do Bolsa Família e perdão de dívidas de microempreendedores como fiscalmente administráveis, mantendo investidores atentos ao orçamento público.

Câmbio reflete exterior e noticiário eleitoral

Como reporta o InfoMoney Mercados, a moeda norte-americana opera em baixa no mercado brasileiro, em linha com o recuo do dólar ante outras divisas globais e com a cautela dos agentes financeiros diante das eleições. Às 9h06, o dólar à vista cedia 0,59%, para R$ 5,019 na venda, enquanto o contrato futuro para novembro, o mais negociado na B3, recuava 0,42%, a R$ 5,032.

Na sessão anterior, o dólar à vista fechou em queda de 0,50%, a R$ 5,0476. O comportamento da moeda nesta terça-feira combina fatores externos com a sensibilidade local a sinais políticos no curto prazo.

Pesquisa e falas sobre orçamento entram no radar

Entre os vetores domésticos, investidores acompanham a divulgação de pesquisa Real Time Big Data para o segundo turno, que mostra Flávio Bolsonaro com 52% dos votos válidos em uma simulação contra Lula, que registra 48%. A leitura do mercado passa pelo potencial efeito do quadro eleitoral sobre expectativas para política econômica e ativos brasileiros.

Na noite de segunda-feira, em entrevista ao SBT, Lula nega que medidas adotadas por seu governo nos últimos dias, como o reajuste do Bolsa Família e o perdão de dívidas de microempreendedores individuais, representem uma bomba fiscal. O presidente afirma ainda que há espaço no orçamento para acomodar essas ações, tema que segue no foco dos investidores pela sua relação com a trajetória das contas públicas.

Na nossa matéria anterior sobre o minidólar WDOX26, destacámos que o contrato abriu a sessão sob a combinação de fortalecimento global do dólar e cautela eleitoral no Brasil, com o fluxo cambial positivo ajudando a conter avanços mais fortes. Também mapeámos suportes e resistências relevantes (com a região dos 5.000 pontos como referência) e apontámos que a continuidade da recuperação dependeria de rompimentos com volume, enquanto a perda de suportes poderia acelerar o movimento de baixa.

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