O mercado de câmbio brasileiro começa a sexta-feira sob pressão compradora, num pregão marcado pela formação da Ptax de fim de mês. A taxa de referência do Banco Central influencia a liquidação de contratos futuros e tende a ampliar a volatilidade nas primeiras horas da sessão.
Destaques
- Dólar à vista avança 0,24% para R$ 5,400 às 9h10, impulsionado pela disputa mensal de Ptax no Brasil.
- Contrato futuro de dólar para novembro sobe 0,30% na B3, cotado a R$ 5,403, refletindo volatilidade da formação da Ptax.
- Taxa de desemprego no Brasil atinge 5,2% no trimestre até setembro, em linha com previsão da Reuters, mantendo foco na Ptax.
Formação da Ptax movimenta o câmbio
Como reporta o InfoMoney Mercados, o dólar opera em alta ante o real nesta sexta-feira (30), em meio à disputa dos investidores pela formação da Ptax de fim de mês no Brasil. Às 9h10, o dólar à vista avança 0,24%, para R$ 5,400 na venda, enquanto o contrato futuro para novembro sobe 0,30% na B3, a R$ 5,403.Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No encerramento de cada mês, agentes financeiros tentam direcionar a taxa a níveis mais convenientes para suas posições compradas ou vendidas em dólar.
Esse movimento costuma elevar a volatilidade na primeira metade do pregão, especialmente nos horários próximos às janelas de coleta de cotações pelo Banco Central, às 10h, 11h, 12h e 13h.
Dados de emprego entram no radar
Na agenda doméstica, os investidores também acompanham a taxa de desemprego no Brasil, que fica em 5,2% nos três meses até setembro. O dado vem em linha com a mediana das previsões de pesquisa da Reuters, que apontava igualmente para 5,2% no período.Com a leitura em linha com o esperado, o foco imediato do mercado cambial permanece concentrado na dinâmica técnica da formação da Ptax. Em um dia de ajuste de posições, esse fator tende a ter peso maior sobre o comportamento intradiário do dólar.
Na nossa matéria anterior sobre o minidólar WDOX26, analisámos como o contrato iniciou a sessão sob volatilidade, combinando o fortalecimento global do dólar com a cautela eleitoral no Brasil e a influência de indicadores externos. Também destacámos o papel do fluxo cambial positivo e mapeámos os principais níveis técnicos de suporte e resistência, mostrando que a continuidade da alta dependia de rompimentos com volume e que a perda de suportes poderia reacender a pressão vendedora.
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