O preço do ouro caminha para US$ 4.450, com o dólar se fortalecendo

O preço do ouro caminha para US$ 4.450, com o dólar se fortalecendo
O ouro diminuiu, pois o dólar mais firme e os rendimentos mais altos do Tesouro limitaram a demanda por ouro.

O preço do ouro (XAU/USD) caiu nesta quinta-feira, 26 de março, com o ouro escorregando para US$ 4.450, com o fortalecimento do dólar dos E.U.A. e os rendimentos do Tesouro subindo novamente. O comércio à vista oscilou em torno de US$ 4.454, deixando o ouro sob pressão, mesmo com o petróleo subindo e os mercados mais amplos tornando-se mais defensivos.

Destaques

  • O preço do ouro foi negociado perto de US$ 4.454, depois de perder parte da recuperação de ontem.
  • O índice do dólar dos E.U.A. subiu para cerca de 99,89, enquanto o rendimento de 10 anos ficou próximo de 4,37%.
  • O petróleo bruto Brent subiu acima de US$ 105, mantendo a pressão da inflação no mercado.

Este artigo foi traduzido do original. Leia a versão original do nosso correspondente aqui.

O ouro voltou para uma zona de pressão que agora é mais importante do que a recuperação de quarta-feira. O mercado está situado logo acima da zona intermediária de US$ 4.400, e isso deixa os touros precisando provar que podem manter a linha antes que o recuo comece a parecer mais forte.

O primeiro suporte que vale a pena observar fica em torno de US$ 4.440 a US$ 4.450. Se essa área começar a ceder, o próximo bolso de baixa será visto perto de US$ 4.400, onde o ouro já encontrou demanda suficiente para desacelerar as vendas.

No lado positivo, qualquer recuperação provavelmente terá que recuperar os US$ 4.500 antes que o tom de curto prazo melhore de forma significativa. Até lá, o gráfico parece um mercado tentando se estabilizar enquanto ainda absorve a pressão macroeconômica de fora do espaço dos metais.

Dinâmica do preço do ouro (fevereiro a março de 2026). Fonte: TradingView.

A pressão macro voltou rapidamente

A principal mudança na quinta-feira foi o retorno da força do dólar e rendimentos mais firmes. Essa combinação tende a funcionar contra o ouro, e foi o que aconteceu novamente, mesmo com o risco político ainda elevado no Oriente Médio.

O petróleo acrescentou outra camada de dificuldade. O Brent foi negociado acima de US$ 105 durante a sessão, reforçando a preocupação de que os custos de energia poderiam manter a inflação rígida e reduzir o espaço para uma política monetária mais fácil.

O contexto da política monetária também não foi suavizado. O Fed ainda mantém a faixa de meta entre 3,50% e 3,75%, e o recente movimento nos rendimentos sugere que o mercado continua sensível a qualquer sinal de que os riscos de inflação estão se endurecendo, em vez de diminuir.

O que pode acontecer daqui para frente

Um resultado mais robusto exigiria que o dólar parasse de subir e que os rendimentos se estabilizassem, o que poderia dar ao ouro espaço para se estabilizar acima de US$ 4.450 e voltar a se aproximar de US$ 4.500. Isso não repararia totalmente os danos recentes, mas pelo menos evitaria que o mercado voltasse a se retrair de forma mais desordenada.

O cenário menos favorável é simples. Se o petróleo permanecer elevado e a pressão sobre as taxas continuar aumentando, o ouro poderá ter dificuldades para atrair novas compras suficientes e voltar para US$ 4.400, especialmente com o dólar ainda se firmando ao mesmo tempo.

O ouro passou grande parte de março reagindo menos ao medo em si do que às consequências da inflação e das taxas que o medo pode desencadear. O movimento de quinta-feira foi outro lembrete de que a lógica do porto seguro nem sempre vence quando o dólar e os rendimentos sobem juntos.

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