Portugal aprova moratória de créditos às empresas por mais 12 meses

Portugal aprova moratória de créditos às empresas por mais 12 meses
Moratória prolongada às empresas

O Governo prepara uma nova moratória temporária dos créditos às empresas por mais 12 meses, num contexto de pressão sobre a tesouraria empresarial e de medidas adicionais de resposta económica. A decisão é anunciada pelo primeiro-ministro no Parlamento, onde enquadra a medida no PTRR e na resposta a choques recentes que atingem o país.

Destaques

  • O Conselho de Ministros aprovou uma nova moratória temporária dos créditos às empresas por mais 12 meses para apoiar tesouraria e investimento.
  • Luis Montenegro destacou no Parlamento o lançamento do PTRR e a criação de um novo fundo para catástrofes naturais e sísmicas, apoiando famílias vulneráveis.
  • O PTRR é aprovado durante choques simultâneos, como tempestades em fevereiro e tensões militares entre U.S., Israel e Irão, viabilizado por gestão pública criteriosa.

Medida de apoio e enquadramento político

Como noticiou o Jornal de Negócios, o Conselho de Ministros aprovará esta quinta-feira uma nova moratória temporária dos créditos às empresas por mais 12 meses. No Parlamento, o primeiro-ministro afirma que a moratória é uma solução para dar às empresas capacidade para ultrapassar a situação, com mais tesouraria e potencial de investimento.

Luis Montenegro participa no debate quinzenal e, no discurso de abertura, faz um resumo do PTRR aprovado e divulgado na véspera. Entre os pontos destacados está também o novo fundo de catástrofes naturais e sísmicas, articulado com um mecanismo público de apoio a famílias com maiores dificuldades económicas.

Impacto económico e contexto dos choques

O primeiro-ministro defende que os investimentos previstos correspondem a um plano construído com todos e dirigido a todos, com o objetivo de tornar Portugal mais robusto e mais preparado. Ao mesmo tempo, sublinha que não é possível dar tudo a todos ao mesmo tempo, por falta de meios e por considerar que essa não é a forma de alcançar uma sociedade mais justa.

Segundo Montenegro, o PTRR reforça e complementa o programa do Governo e é aprovado quando o país atravessa dois choques simultâneos, numa referência às tempestades de fevereiro e à guerra resultante dos ataques dos U.S. e de Israel ao Irão. O chefe do Governo acrescenta que este plano só é possível devido à gestão criteriosa das finanças públicas.

Na nossa publicação anterior sobre o PTRR de 22,6 mil milhões de euros, explicámos como o Governo estruturou o plano para responder aos danos das tempestades e apoiar a recuperação económica, combinando recursos públicos, fundos europeus e investimento privado. Também detalhámos a repartição das fontes de financiamento e o objetivo de usar o PTRR como enquadramento agregador para coordenar investimento e acelerar a execução das medidas.

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