Gás natural volta a sofrer pressão de venda, com riscos de queda persistindo

Gás natural volta a sofrer pressão de venda, com riscos de queda persistindo
GÁS NATURAL

Os futuros do gás natural permanecem estagnados perto das mínimas recentes, em torno de US$ 2,63–2,67 por MMBtu, pressionados pelo clima ameno da primavera e pelo aumento maciço dos estoques. O último relatório da EIA confirmou uma injeção de +103 Bcf na semana encerrada em 17 de abril — bem acima dos +79 Bcf esperados —, elevando os estoques totais para 2.063 Bcf, ou 142 Bcf a mais que no ano passado e 137 Bcf acima da média de cinco anos.

Este artigo foi traduzido do original. Leia a versão original do nosso correspondente aqui.

O clima está ditando as regras no momento. Uma primavera amena nos EUA esmagou tanto a demanda por aquecimento quanto por refrigeração, levando os preços a mínimas de 17 meses perto de US$ 2,64. O mercado é puramente impulsionado pelo clima: as tensões no Oriente Médio mal afetam o gás dos EUA (ao contrário do petróleo), enquanto os preços europeus dispararam +16% devido a temores de oferta.

O armazenamento continua sendo o grande fator de baixa. As injeções recordes de abril destacam um excesso de oferta gritante, com a produção girando em torno de ~110 Bcf por dia, perto dos picos, e os estoques transbordando. Isso está sufocando qualquer alta, mesmo com o GNL robusto.

No entanto, correntes otimistas fervilham nos bastidores. As exportações de GNL estão se aproximando de recordes, com previsão de 17 Bcf/d para 2026 (crescimento de +10%), impulsionadas por data centers e pela queda nas importações canadenses. A EIA prevê uma média de US$ 3,10+ este ano, à medida que o mercado se torna mais restrito.

O contrato de junho está em US$ 2,635, com queda de 8% no mês e de 20% no acumulado do ano — ficando atrás de outras commodities.

Os pessimistas dominam com clima ameno, produção em pico e estoques excedentes. Os otimistas se escondem nos surtos de GNL/exportações e em possíveis ondas de calor.

Espere uma faixa de base de baixa de US$ 2,30–2,80 com a continuidade do clima ameno e o aumento dos estoques. Uma alta repentina poderia atingir US$ 3,00–3,30 com o calor do verão ou aumentos no GNL. Movimentos explosivos para US$ 3,50+ se aproximam se o calor se combinar com a geopolítica.

Conclusão: o excesso de oferta no curto prazo mantém a tendência de baixa, mas o clima e o GNL criam um grande potencial de alta. Acompanhe de perto os relatórios semanais da EIA.

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