Petróleo bruto dos EUA sob “prêmio de guerra”, com Irã e Ormuz dominando o mercado
O petróleo WTI fechou acima dos US$ 110 por barril após uma forte alta, impulsionada por temores de um bloqueio ao Irã e ameaças ao Estreito de Ormuz — o principal ponto de estrangulamento para 20% do fluxo global de petróleo. O mercado agora negocia o risco puro de interrupção do abastecimento, em detrimento dos fundamentos tradicionais. Os dados mais recentes da API confirmaram a contração física: os estoques dos EUA caíram 6,2 milhões de barris, contra uma expectativa de -2,8 milhões; as exportações atingiram um recorde de 6,4 milhões de b/d; e os estoques de gasolina caíram por 11 semanas consecutivas. Isso não é mais hipotético — o mercado está realmente em contração.
Este artigo foi traduzido do original. Leia a versão original do nosso correspondente aqui.

A geopolítica assumiu totalmente o controle: cada manchete sobre o Irã provoca oscilações de 3 a 10%, criando uma volatilidade semelhante à das criptomoedas em vez de tendências estáveis. Enquanto isso, China e Índia acumulam agressivamente estoques para reservas estratégicas, gerando demanda estrutural extra. Mesmo uma distensão não provocará uma queda acentuada, proporcionando um piso de preço sólido.
O choque energético complica diretamente a política do Fed: declarações recentes destacaram a inflação persistente causada pelo petróleo, diminuindo as chances de cortes antecipados nas taxas. A cadeia é direta: alta do petróleo → alta do IPC → taxas mais altas por mais tempo → dólar mais forte, pressionando ainda mais as commodities. A AIE sinaliza a maior interrupção no abastecimento em anos (7 a 9 milhões de b/d fora de operação), embora tenha reduzido as previsões de demanda para 2026 em meio a riscos de recessão.
Cenários: Faixa de base otimista de US$ 105–125 se o conflito se prolongar. Queda pessimista para US$ 85–95 apenas com a reabertura do Estreito. Pico extremo para US$ 130–150+ aguarda o corte total do abastecimento. Conclusão principal — o mercado agora é impulsionado pelas notícias: 70% geopolítica, 20% estoques físicos, 10% macroeconomia.
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