Portugal enfrenta nova subida dos combustíveis com gasóleo acima de 2 euros por litro
A partir de segunda-feira, o mercado de combustíveis em Portugal entra numa nova fase de aumentos, com o gasóleo a ultrapassar os 2 euros por litro e a gasolina simples 95 a aproximar-se desse nível. A escalada pressiona famílias, transportadoras e setores dependentes de energia, num contexto de forte volatilidade no crude ligada às tensões entre os U.S. e o Irão.
Destaques
- O gasóleo aumenta cerca de 10 cêntimos para 2,055 euros por litro e a gasolina 95 sobe 6–6,5 cêntimos para 1,993 euros na próxima semana.
- O preço do Brent atingiu 126 dólares por barril devido à paralisia no estreito de Ormuz e crescente tensão entre os U.S. e o Irão, afetando diretamente os preços em Portugal.
- O custo das medidas de apoio ao consumo de combustíveis, que já ronda 150 milhões de euros por mês, aumenta pressão sobre o orçamento de Lisboa e o risco de inflação.
Subida nos postos e origem da pressão
ThePortugalPost.com avança que o gasóleo sobe cerca de 10 cêntimos por litro no início da próxima semana e a gasolina simples 95 aumenta entre 6 e 6,5 cêntimos, levando os preços médios para 2,055 euros no gasóleo e 1,993 euros na gasolina.
O movimento dos preços está associado à disrupção no mercado internacional de petróleo, com o estreito de Ormuz praticamente paralisado e com o agravamento das tensões geopolíticas entre os U.S. e o Irão. O texto refere que o Brent chegou esta semana a 126 dólares por barril, o valor mais elevado desde a crise da Ucrânia em 2022, antes de recuar para perto de 111 dólares na quinta-feira.
Segundo a descrição do cenário internacional, a redução do tráfego marítimo no estreito retira uma parte relevante da oferta global de crude e aumenta o prémio de risco geopolítico. O impacto propaga-se à formação de preços em Portugal, apesar dos descontos fiscais em vigor no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos, que continuam a aliviar parcialmente a fatura final paga pelos consumidores.
Impacto económico e pressão acrescida nos Açores
Para as famílias, o efeito é imediato no orçamento mensal, sobretudo para quem depende do automóvel para deslocações diárias. Empresas de transporte, táxis, agricultura, pescas e aviação também enfrentam custos mais elevados, com menor margem para absorver novas subidas sem repercuti-las nos preços cobrados aos clientes.Nos Açores, a pressão é ainda mais intensa. As autoridades regionais anunciaram aumentos com efeitos imediatos, levando a gasolina simples 95 para 1,921 euros por litro e o gasóleo rodoviário para 2,004 euros, enquanto o gás de petróleo liquefeito para uso doméstico também sobe de forma expressiva. A persistência destes níveis levou a corridas aos postos de abastecimento em várias ilhas e a alertas de que alguns operadores poderão suspender atividade se os preços se mantiverem.
Em resposta, Lisboa mantém reduções extraordinárias no ISP, subsídios para utilizadores profissionais e apoios específicos para agricultores, pescadores, táxis, bombeiros e famílias vulneráveis. Ainda assim, o custo orçamental destas medidas ronda 150 milhões de euros por mês e reforça o risco de maior inflação, travando consumo e investimento caso a tensão no mercado energético se prolongue.
Na nossa publicação anterior sobre os aumentos previstos nos combustíveis em Portugal, destacámos as estimativas de subida de cerca de 10 cêntimos no gasóleo simples e 6,5 cêntimos na gasolina 95, com médias apontadas para 2,055 €/l e 1,993 €/l. Explicámos que a pressão vinha do agravamento da instabilidade no Médio Oriente, com disrupções no estreito de Ormuz e o Brent a atingir máximos desde 2022, aumentando o prémio de risco e o impacto na fatura final apesar dos ajustes extraordinários no ISP.
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