AIE recomenda corte de taxas na eletricidade em Portugal para acelerar eletrificação

AIE recomenda corte de taxas na eletricidade em Portugal para acelerar eletrificação
AIE sugere cortar taxas

Portugal enfrenta um novo apelo para rever a composição da fatura da eletricidade, numa altura em que a eletrificação é vista como peça central da transição energética. A proposta visa reduzir encargos não ligados ao fornecimento ou à rede, mantendo proteção às famílias vulneráveis e de baixos rendimentos.

Destaques

  • AIE recomenda retirar subsídios antigos e taxações da fatura de eletricidade em Portugal para aproximar preços do custo real e acelerar a eletrificação.
  • O relatório sugere tarifação diferenciada por horário para fortalecer a viabilidade económica de painéis fotovoltaicos, baterias e veículos elétricos inteligentes.
  • A recomendação visa aumentar a quota de renováveis, flexibilidade da rede, e reduzir a fatura dos consumidores sem cortar apoios essenciais.

Impacto esperado na transição energética

Entre os encargos atualmente incluídos na eletricidade em Portugal, o relatório cita subsídios antigos, contribuições para a eficiência energética, financiamento da tarifa social, redução do défice tarifário, custos de convergência tarifária dos Açores e da Madeira, taxa de exploração da Direção-Geral de Energia e Geologia, CESE e a contribuição para o audiovisual.

Na avaliação da agência, estes custos elevam artificialmente os preços da eletricidade e enfraquecem o incentivo ao investimento na eletrificação. A recomendação é que tarifas mais próximas do custo real permitam acelerar a adoção de soluções elétricas, sem interromper o apoio a programas considerados essenciais.

A entidade defende ainda uma diferenciação mais eficaz dos preços por período horário. Segundo o relatório, essa medida reforça a viabilidade económica de painéis fotovoltaicos, baterias, carregamento inteligente de veículos elétricos, bombas de calor, recursos energéticos descentralizados e da resposta do lado da procura, ao mesmo tempo que ajuda a aumentar a quota de renováveis, a flexibilidade da rede e a reduzir a fatura dos consumidores.

Na nossa publicação anterior, analisámos o plano de Portugal para reduzir em 50% a dependência de combustíveis fósseis até 2034, apoiado por um programa de 22,6 mil milhões de euros para modernização energética. Destacámos o foco no reforço das redes e do armazenamento, a criação de zonas de aceleração para facilitar o licenciamento de projetos renováveis e o impacto potencial nas faturas, através de menor necessidade de importações e maior peso das renováveis no sistema elétrico.

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