Investidores de vistos gold preparam ação coletiva contra Estado por regras da nacionalidade
Um grupo com mais de 500 titulares estrangeiros de vistos gold está a organizar uma ação coletiva contra o Estado português devido à nova lei da nacionalidade. A alteração duplica de cinco para dez anos o prazo exigido a cidadãos de fora da UE e da CPLP para obterem a cidadania portuguesa.
Destaques
- Investidores de vistos gold, principalmente dos U.S., preparam ação coletiva contra o Estado português devido ao aumento do tempo para obtenção de nacionalidade.
- A alteração das regras legais já está afastando novos investidores interessados em Portugal via programas de cidadania, segundo fontes citadas pelo Expresso.
- O processo judicial poderá impactar a perceção de estabilidade regulatória e dificultar a captação de investimento externo para o país.
Contestação jurídica às novas exigências
Como avançou o Expresso, o grupo é composto sobretudo por investidores dos U.S., embora inclua também cidadãos de outras nacionalidades, e está a ser representado por vários escritórios de advogados. Os visados contestam a mudança das regras de acesso à cidadania portuguesa e admitem até formalizar-se como associação para coordenar a resposta legal.Uma fonte não identificada, citada pelo semanário, afirmou que o grupo tenciona esgotar o sistema jurídico português antes de avaliar eventuais vias legais a nível europeu. Em causa está o aumento do tempo necessário para obter a nacionalidade ao abrigo do novo enquadramento legal.
Impacto potencial no investimento em Portugal
Além do litígio em preparação, a nova lei está também a afastar potenciais novos investidores interessados em aplicar capital em Portugal através de programas associados à obtenção de cidadania, segundo o jornal. Essa reação sugere um possível efeito no apelo do país junto de investidores internacionais que viam nos vistos gold uma porta de entrada para a nacionalidade portuguesa.O caso coloca pressão adicional sobre a relação entre política migratória, enquadramento jurídico e captação de investimento externo. Para o setor, a evolução do processo poderá influenciar a perceção de estabilidade regulatória associada a estes programas.
No nosso artigo anterior sobre os custos de construir casa própria em Portugal, explicámos que, com a subida dos preços da habitação, a construção de raiz pode ser até cerca de 50% mais barata do que comprar um imóvel novo já concluído. Também destacámos entraves como a escassez de mão de obra, atrasos em obra e a complexidade do licenciamento, fatores que podem prolongar prazos e exigir maior folga financeira — um contexto relevante quando mudanças legais e regulatórias afetam decisões de investimento no país.
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