Coindu avança com lay-off de 493 trabalhadores em Famalicão
A Coindu prepara um novo ajuste laboral na unidade de Joane, em Vila Nova de Famalicão, ao colocar 493 trabalhadores em lay-off num contexto de pressão prolongada sobre o setor automóvel europeu. A decisão surge depois de encerramentos e despedimentos coletivos recentes, prolongando a reestruturação da fabricante de componentes têxteis para automóveis em Portugal.
Destaques
- Coindu colocou 493 trabalhadores em lay-off na fábrica de Joane, citando crise do setor automóvel europeu e fatores económicos e regulatórios.
- Encerramento da fábrica de Arcos de Valdevez em 2024 eliminou cerca de 350 empregos, somando-se aos despedimentos coletivos realizados em 2023 e previstos para 2025.
- Em maio de 2023, a Coindu despediu 123 funcionários e aplicou lay-off a outros 237, sinalizando um forte ajustamento face aos 2.100 empregos de 2022.
Medida agrava reestruturação em Joane
Segundo o Jornal de Negócios, a rádio Cidade Hoje avançou que a Coindu comunicou aos trabalhadores na segunda-feira a decisão de colocar 493 funcionários em lay-off na fábrica de Joane, justificando a medida com a crise do setor automóvel na Europa e com uma conjugação de fatores económicos, ambientais, regulatórios, tecnológicos e geopolíticos.O novo recurso ao lay-off insere-se num período de dificuldade para a empresa, que já enfrenta ajustamentos operacionais e de emprego nas suas unidades em Portugal.
Impacto no emprego industrial da região
O historial recente da Coindu inclui o encerramento, em 2024, da fábrica de Arcos de Valdevez, que empregava cerca de 350 pessoas, seguido de dois despedimentos coletivos no ano passado. Aquando do segundo despedimento, em 2025, a empresa indicou que a medida visava alinhar a capacidade de produção com a carteira de encomendas existente e garantir a fiabilidade do fornecimento para os contratos em vigor.Em maio do ano passado, a empresa avançou com o despedimento coletivo de 123 trabalhadores e colocou outros 237 em lay-off. Em 2022, entre Arcos de Valdevez e Vila Nova de Famalicão, a Coindu empregava 2.100 trabalhadores, o que evidencia a dimensão do ajustamento agora em curso no setor automóvel da região.
Na nossa publicação anterior sobre o projeto do Porto para reconfigurar a zona industrial de Ramalde, explicámos o plano de enterrar a Avenida AEP para unir áreas hoje separadas e criar o “Distrito Económico e Empresarial do Porto”. O projeto prevê a criação de até 35 mil postos de trabalho, cerca de seis mil habitações para a classe média e um grande parque urbano, com foco em atrair empresas tecnológicas e reforçar a dinâmica económica metropolitana.
Últimas notícias Volkswagen
- Forex
- Crypto