Agenda económica centra-se em Semapa, rating de Portugal e transição na Fed

Agenda económica centra-se em Semapa, rating de Portugal e transição na Fed
Sexta-feira decisiva nos mercados

A sessão de sexta-feira junta vários pontos de atenção para investidores, da apresentação de contas trimestrais da Semapa à nova avaliação da dívida soberana portuguesa pela DBRS. O dia inclui ainda o último dia da visita de Donald Trump à China, a saída de Jerome Powell da presidência da Reserva Federal e a divulgação do indicador semanal de plataformas de petróleo e gás nos U.S..

Destaques

  • Semapa registou lucros de 156,6 milhões de euros no primeiro trimestre, uma queda de 32,7%, e concluiu a venda da Secil por 1,4 mil milhões de euros.
  • A DBRS revê hoje o rating de Portugal, atualmente em A (alto) com perspetiva estável, podendo impactar a perceção de risco da dívida pública.
  • Kevin Warsh sucede hoje a Jerome Powell como presidente da Fed, mudança relevante dada a atual sensibilidade dos mercados à política monetária dos U.S..

Resultados, rating e agenda internacional

Como destaca o Jornal de Negócios, a Semapa apresenta esta sexta-feira as contas do primeiro trimestre, num calendário que prolonga a época de resultados empresariais após a semana anterior. Em 2025, a empresa registou lucros de 156,6 milhões de euros, uma quebra homóloga de 32,7%, num período em que foi também concluída a venda da Secil à Cementos Molins por 1,4 mil milhões de euros.

No plano soberano, a DBRS volta a avaliar Portugal, depois de em janeiro ter mantido a notação do país em A (alto), o quinto nível mais elevado da agência, com perspetiva estável. A revisão é acompanhada de perto pelos mercados por poder influenciar a perceção de risco sobre a dívida pública portuguesa.

A agenda externa inclui também o último dia da visita de Trump à China. O Presidente dos U.S. e Xi Jinping têm previsto um encontro para chá e um almoço de trabalho antes do regresso de Trump a Washington, numa fase em que Pequim mantém o aviso de que Taiwan pode desencadear conflito entre as duas maiores economias do mundo, apesar dos apelos recentes a maior colaboração bilateral e à reabertura do estreito de Ormuz.

Impacto para mercados, política monetária e energia

Nos U.S., esta sexta-feira marca ainda o último dia de Jerome Powell como presidente da Reserva Federal. Powell, de 73 anos, lidera o banco central desde 2016 e mantém-se no Conselho de Governadores até ao fim do mandato, enquanto Kevin Warsh assume a presidência depois de ter sido confirmado pelo Senado na quarta-feira, numa votação descrita como a mais dividida de sempre.

A mudança no topo da Fed é relevante para os mercados financeiros por surgir num momento de forte sensibilidade às decisões de taxas de juro e à orientação futura da política monetária norte-americana. Qualquer sinal de continuidade ou alteração de estratégia pode repercutir-se no dólar, nas obrigações e nas bolsas internacionais.

Também no setor energético, a Baker Hughes divulga o relatório semanal sobre o número de plataformas de petróleo e gás nos U.S.. O indicador é acompanhado de perto pelos investidores por oferecer uma leitura rápida sobre a atividade de produção no mercado petrolífero e sobre possíveis reflexos na oferta futura de crude e gás.

Na nossa publicação, a confirmação de Kevin Warsh pelo Senado para liderar a Reserva Federal esteve no centro do foco, com a transição a ocorrer num contexto de forte pressão política e inflação elevada. O texto detalhou o perfil de Warsh, a votação apertada e as expectativas do mercado para as taxas de juro, num momento em que o choque energético e as tensões geopolíticas complicam o caminho da política monetária.

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