Banco de Portugal prepara aperto no crédito à habitação em Portugal

Banco de Portugal prepara aperto no crédito à habitação em Portugal
Acesso ao crédito mais difícil

Perante sinais de preocupação com o ritmo de concessão de empréstimos pelos bancos, o Banco de Portugal prepara-se para endurecer as condições de acesso ao crédito à habitação. A mudança deverá baixar a taxa de esforço máxima hoje fixada em 50%, o que pode excluir algumas famílias que atualmente ainda conseguem obter financiamento.

Destaques

  • O Banco de Portugal planeia reduzir a taxa de esforço máxima para crédito à habitação de 50% para 45%-40%, endurecendo os critérios de concessão.
  • A medida poderá excluir algumas famílias do acesso ao crédito à habitação, reduzindo a procura financiada por empréstimos no mercado.
  • A nova limitação será apresentada aos bancos na próxima semana e deve entrar em vigor até ao início do verão, reforçando a orientação prudencial do regulador.

Redução da taxa de esforço em preparação

Segundo o Expresso, o Banco de Portugal prepara-se para reduzir entre 5 e 10 pontos percentuais a taxa de esforço máxima exigida aos clientes no crédito à habitação, embora o valor final ainda não esteja fechado.

Atualmente, a taxa de esforço, conhecida tecnicamente como DSTI, está fixada em 50% e mede o peso de todos os encargos mensais com dívidas e empréstimos no rendimento líquido. Com a alteração em estudo, esse limite passa para um intervalo entre 45% e 40%, apertando os critérios usados pelos bancos na concessão de novos empréstimos.

Impacto esperado nas famílias e no mercado

A revisão das regras significa que parte das famílias que hoje consegue cumprir o rácio máximo de 50% pode deixar de reunir condições para aceder a crédito à habitação. Isso traduz-se num travão adicional à procura financiada por empréstimo, num contexto de vigilância reforçada sobre o mercado bancário e o risco associado ao endividamento das famílias.

A medida será apresentada aos bancos na próxima semana e deverá entrar em vigor até ao início do verão. O endurecimento das condições de concessão reforça a orientação prudencial do regulador sobre o mercado imobiliário residencial em Portugal.

Na nossa publicação anterior, analisámos como a sessão de mercado foi condicionada por fatores geopolíticos e macroeconómicos, com destaque para o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping e a reação de ações como Nvidia, Apple e Tesla. Em paralelo, acompanhámos dados como o PIB do Reino Unido e a inflação em Espanha, além de temas em Portugal como a emissão obrigacionista da Mota-Engil e o scrip dividend da EDP Renováveis.

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