Salários em Portugal mantêm ganhos reais no primeiro trimestre, mas abrandam face ao fim de 2025
As remunerações em Portugal continuam a subir acima da inflação no primeiro trimestre de 2026, preservando ganhos reais para as famílias. Ainda assim, o ritmo de crescimento desacelera face ao trimestre anterior, refletindo uma perda de força dos salários nominais com os preços praticamente estáveis.
Destaques
- A remuneração bruta total mensal média por trabalhador em Portugal subiu 5% em termos homólogos no primeiro trimestre de 2026, atingindo 1.611 euros.
- O crescimento real dos salários foi de 2,7% no primeiro trimestre de 2026, abaixo dos 3,1% registados no último trimestre de 2025.
- A inflação homóloga manteve-se estável em 2,2%, indicando que o abrandamento dos ganhos reais ocorre devido à menor dinâmica salarial e não por aceleração dos preços.
Evolução salarial no arranque de 2026
Como divulgou o Instituto Nacional de Estatística, a remuneração bruta total mensal média por trabalhador aumenta 5% em termos homólogos no trimestre terminado em março de 2026, para 1.611 euros.Descontando a inflação, a subida real é de 2,7%, o que significa que os salários continuam a crescer acima dos preços no início do ano. A remuneração considerada pelo INE inclui componentes como os subsídios de férias.
Os dados indicam, porém, uma desaceleração face ao trimestre anterior. No último trimestre de 2025, as remunerações reais tinham avançado 3,1%, acima do registo agora observado no primeiro trimestre de 2026.
Impacto no poder de compra das famílias
O abrandamento dos ganhos reais resulta sobretudo de uma menor dinâmica salarial, e não de uma aceleração dos preços. Segundo o INE, em relação ao trimestre terminado em dezembro de 2025, a evolução da inflação mantém-se estável, com a taxa de variação homóloga em 2,2%.Isso significa que as famílias continuam a beneficiar de um reforço do poder de compra, mas menos intenso do que no final do ano passado. Em termos nominais, a remuneração bruta total mensal média por trabalhador cresce 5% no primeiro trimestre, abaixo dos 5,4% registados no último trimestre de 2025.
Na nossa publicação anterior sobre o fosso salarial nas empresas do PSI, destacámos que os CEO receberam, em média, 53 vezes mais do que os trabalhadores em 2025, com base nos relatórios de remunerações das cotadas. O caso mais extremo foi o da Jerónimo Martins, onde a remuneração anual do CEO equivaleria aos salários de 226 colaboradores, reacendendo o debate sobre a distribuição da remuneração e as práticas de governação.
Últimas notícias Inflation
- Forex
- Crypto