PSI mantém forte disparidade salarial entre CEO e trabalhadores

PSI mantém forte disparidade salarial entre CEO e trabalhadores
CEOs ganham 53x mais

As remunerações dos presidentes executivos das empresas do PSI continuam muito acima dos salários médios pagos aos trabalhadores das respetivas cotadas. Em média, os CEO ganharam 53 vezes mais do que os seus funcionários, com a Jerónimo Martins a registar a maior diferença no principal índice da bolsa de Lisboa.

Destaques

  • CEO das empresas do PSI receberam, em média, 53 vezes mais do que os seus trabalhadores em 2025 segundo relatórios de remunerações.
  • Pedro Soares dos Santos, CEO da Jerónimo Martins, recebeu cinco milhões de euros brutos em 2025, liderando o fosso salarial entre as cotadas nacionais.
  • Seriam necessários os salários anuais de 226 trabalhadores da Jerónimo Martins para igualar a remuneração anual do seu CEO, destacando elevada disparidade salarial.

Remunerações no PSI em 2025

Como escreveu o Jornal de Notícias, com base nos relatórios de remunerações de 15 das 16 empresas que integram o PSI, os CEO das cotadas receberam, em média, 53 vezes mais do que os seus trabalhadores. O levantamento, publicado esta sexta-feira, aponta para uma forte assimetria salarial entre a gestão de topo e a base laboral nas empresas do principal índice português.

Entre as empresas analisadas, a Jerónimo Martins volta a destacar-se pela dimensão do fosso remuneratório. O presidente executivo do grupo, Pedro Soares dos Santos, foi em 2025 o gestor mais bem pago entre as cotadas nacionais, com uma remuneração bruta anual de cinco milhões de euros, o equivalente a cerca de 416 mil euros por mês.

Jerónimo Martins lidera diferença salarial

Para igualar o valor recebido pelo CEO da dona do Pingo Doce num único ano, seriam necessários os salários médios anuais de 226 trabalhadores da Jerónimo Martins. Segundo o diário, nenhuma outra empresa cotada apresenta uma discrepância tão elevada.

Os dados reforçam o debate sobre a distribuição da remuneração nas grandes empresas portuguesas e sobre o peso crescente das compensações da gestão executiva. No contexto do mercado acionista nacional, a diferença entre o topo e a estrutura laboral continua a ser um dos indicadores mais sensíveis na avaliação das práticas de governação empresarial.

Na nossa publicação anterior, analisámos a abertura da bolsa de Lisboa em alta, com o PSI a avançar e a Jerónimo Martins entre as principais impulsionadoras do índice. Também destacámos como eventos societários — como dividendos e operações de financiamento — estiveram a influenciar a negociação de várias cotadas na sessão.

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