Governo admite suspender recolha biométrica se persistirem filas nos aeroportos

Governo admite suspender recolha biométrica se persistirem filas nos aeroportos
Filas podem suspender biometria

O Governo mostra-se insatisfeito com os atrasos no controlo de fronteiras nos aeroportos, sobretudo em Lisboa, e admite suspender a recolha de dados biométricos se a situação continuar. A pressão sobre a operação coincide com tempos de espera elevados em voos de fora do Espaço Schengen e com alertas sobre o impacto no movimento económico do país.

Destaques

  • O Governo português admite suspender temporariamente a recolha de dados biométricos em aeroportos caso os constrangimentos no controlo de fronteiras persistam.
  • Cerca de 300 elementos de um curso da PSP vão reforçar o controlo de fronteiras, enquanto se centralizam mecanismos de manutenção de equipamentos.
  • Nos aeroportos de Faro, Lisboa e Porto, picos de espera entre as 09:00 e as 12:00 atingiram 100, 110 e 130 minutos, respetivamente, devido a razões técnicas e elevado fluxo de passageiros.

Resposta do Governo e falhas no controlo

Como noticiou o CM Jornal, Luís Montenegro disse esta segunda-feira, em Caminha, que o executivo poderá avançar com medidas mais duras caso os constrangimentos no controlo de fronteiras se mantenham, incluindo a hipótese de travar temporariamente a recolha de dados biométricos. O primeiro-ministro afirma que o Governo não quer comprometer a segurança do país, mas também não quer prejudicar a atividade económica, depois de receber queixas de vários agentes económicos sobre as longas esperas.

Durante a inauguração das obras de estabilização do paredão de Moledo, num investimento de 180 mil euros, Montenegro refere que o executivo está a reforçar meios humanos e tecnológicos para aumentar a capacidade de resposta. O chefe do Governo acrescenta que cerca de 300 elementos de um curso da PSP vão ser colocados em funções ligadas ao controlo de fronteiras e que está em curso uma centralização dos mecanismos de manutenção e assistência aos equipamentos.

Tempos de espera agravam pressão sobre aeroportos

A PSP admite tempos de espera superiores a duas horas no aeroporto do Porto, embora rejeite relatos de filas de seis horas. Num comunicado divulgado no domingo à noite, a polícia indica que os picos de espera entre as 09:00 e as 12:00 não ultrapassam 100 minutos em Faro, 110 minutos em Lisboa e 130 minutos no Porto.

Segundo a PSP, os atrasos resultam de razões técnicas e informáticas, combinadas com um elevado número de passageiros provenientes de fora do Espaço Schengen. Os três aeroportos controlam cerca de 69 mil passageiros nestes voos, num contexto que aumenta a pressão operacional e coloca o funcionamento das fronteiras aéreas no centro das preocupações do turismo e do transporte aéreo em Portugal.

Na nossa publicação anterior sobre o protocolo de cooperação entre a PSP e a Tabaqueira, explicámos que o acordo prevê partilha de informação, capacitação técnica e ações conjuntas para reforçar a prevenção e o combate ao comércio ilícito de produtos do tabaco e nicotina. O texto destacou também o foco na proteção do circuito legal de venda e na prevenção do acesso de menores a estes produtos, enquadrando a iniciativa como uma resposta a riscos para a segurança pública, a economia e os consumidores.

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