Ouro avança com esperanças de acordo sobre Ormuz impulsionando metais preciosos

Ouro avança com esperanças de acordo sobre Ormuz impulsionando metais preciosos
Ouro sobe com expectativas de acordo com o Irã

Os preços do ouro subiram nesta segunda-feira após novos sinais de que Estados Unidos e Irã podem estar se aproximando de um acordo sobre o Estreito de Ormuz. Para o mercado de metais preciosos, isso sinalizou que o choque energético pode diminuir, assim como parte da pressão inflacionária.

Destaques

  • O ouro subiu em direção a US$ 4.580 por onça com expectativas de um acordo entre EUA e Irã.
  • A prata avançou mais de 3%, enquanto platina e paládio também se fortaleceram.
  • Um dólar mais fraco deu suporte aos metais preciosos.
  • As negociações sobre o Estreito de Ormuz continuam, mas o acordo ainda não foi aprovado.

Este artigo foi traduzido do original. Leia a versão original do nosso correspondente aqui.

Metais preciosos se recuperam

Segundo a Bloomberg, o ouro à vista subiu cerca de 1,6% e se aproximou de US$ 4.580 por onça, compensando uma leve queda da semana passada. O metal avançou 1,2%, para US$ 4.561,41 por onça. A prata subiu 3,1%, para US$ 77,86; platina e paládio também registraram alta. O Bloomberg Dollar Spot Index caiu 0,2%, dando suporte adicional para commodities cotadas em dólar.

Também foi relatado que os ganhos no ouro e na prata ocorreram em meio à fraqueza do dólar e expectativas de um possível acordo entre Washington e Teerã: no início do pregão europeu, os futuros do ouro em Nova York subiam 0,8%, enquanto o ouro à vista avançava cerca de 1,5%.

Acordo ainda não está fechado

As negociações continuam, e a redação final pode levar vários dias para ser acordada. Autoridades americanas disseram a repórteres que ambos os lados ainda precisam aprovar os detalhes. O presidente Donald Trump escreveu nas redes sociais que não vai “apressar” um acordo.

Mais cedo, o secretário de Estado dos EUA Marco Rubio disse que “boas notícias” sobre o Estreito de Ormuz podem surgir nas próximas horas. A rota segue sendo crítica para o mercado global de petróleo e gás, e sua possível reabertura reduz preocupações com interrupções no fornecimento e preços de energia.

Ainda assim, a reação do ouro permanece cautelosa. Justin Lin, analista da Global X ETFs, afirmou que o mercado já presenciou várias declarações de Trump que não resultaram em ações concretas. Segundo ele, os investidores precisam de sinais mais convincentes de cooperação do Irã antes que a alta do ouro possa ser considerada sustentável.

Juros do Fed seguem como principal obstáculo

Apesar dos ganhos de segunda-feira, o ouro ainda está cerca de 13% abaixo dos níveis vistos no início do conflito, no final de fevereiro. O motivo é que a guerra com o Irã inicialmente elevou os preços da energia, fortaleceu as expectativas de inflação e levou os traders a precificarem uma política mais restritiva do Fed.

Para o ouro, isso é fundamental: o metal não gera renda de juros, então expectativas de juros mais altos geralmente o tornam menos atraente. O mercado monetário agora praticamente precifica totalmente a possibilidade de aumento da taxa do Fed até dezembro. A mudança na liderança do banco central adiciona mais incerteza: investidores vão acompanhar como o novo presidente do Fed, Kevin Warsh, avalia a inflação, o mercado de trabalho e o impacto do choque no Oriente Médio. 

Mais cedo, noticiamos que as ações europeias devem subir à medida que EUA e Irã se aproximam de um acordo.

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