Portugal reduz taxa de desemprego para 5,7% em abril
O mercado de trabalho português continua a mostrar resiliência em abril, com a taxa de desemprego a recuar para 5,7% e a população empregada a subir em termos mensais e homólogos. Os dados provisórios também indicam uma descida da subutilização do trabalho e da taxa de inatividade, que atinge o nível mais baixo desde fevereiro de 1998.
Destaques
- A taxa de desemprego em Portugal caiu para 5,7% em abril, abaixo dos 5,8% de março e 0,5 pontos percentuais abaixo de abril de 2025.
- A população empregada atingiu 5.344,7 mil pessoas em abril, um aumento de 0,4% em cadeia e 2,3% em termos homólogos.
- A taxa de inatividade recuou para 29,8% em abril, o valor mais baixo desde fevereiro de 1998, indicando maior absorção de mão de obra.
Indicadores do emprego em abril
Como divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística, a taxa de desemprego fixa-se em 5,7% em abril, abaixo dos 5,8% registados em março e 0,5 pontos percentuais abaixo do valor observado no mesmo mês de 2025. Face a janeiro de 2026, porém, o indicador fica 0,1 pontos percentuais acima.A taxa de subutilização do trabalho é estimada em 9,7%, abaixo dos 9,8% do mês anterior e dos 10,5% registados em abril de 2025. Já a taxa de inatividade recua para 29,8%, alcançando o valor mais baixo desde fevereiro de 1998.
Segundo os dados provisórios, a população empregada atinge 5.344,7 mil pessoas, um aumento de 0,4% em cadeia e de 0,8% face a três meses antes. Em termos homólogos, o emprego cresce 2,3%, o equivalente a cerca de 120,5 mil pessoas.
No mesmo período, a população ativa sobe para 5.666,8 mil pessoas, mais 1,7% do que há um ano, enquanto a população desempregada recua 7,3% em termos homólogos, para 322,0 mil pessoas. A população inativa diminui 0,6% em cadeia e 1,8% face ao período homólogo, terminando o mês em 2.400,9 mil pessoas.
Diferenças por género e sinal para a economia
A taxa de desemprego das mulheres mantém-se acima da dos homens em abril, situando-se em 6,1% contra 5,3%. Entre os jovens, a taxa de desemprego é estimada em 17,9%, o valor mais baixo desde outubro de 2022, quando se fixava em 17,5%.A evolução destes indicadores sugere uma continuação da melhoria do mercado laboral português, num contexto em que o crescimento do emprego e a redução do desemprego ajudam a sustentar a atividade económica. A descida simultânea da subutilização do trabalho e da inatividade reforça o sinal de maior absorção de mão de obra pela economia.
Na nossa publicação anterior sobre a proposta de reforma laboral “Trabalho XXI”, analisámos as alterações previstas ao Código do Trabalho, incluindo mudanças em regras de despedimento, contratos a prazo e banco de horas. Também enquadrámos a forte contestação política e sindical ao diploma, com críticas de vários partidos e estruturas laborais e a marcação de uma greve geral como resposta ao que é visto como risco de maior precariedade.
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